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Ilha ligada a Epstein teve proposta de reforma milionária feita por arquiteto brasileiro; veja detalhes do caso
Publicado 18/02/2026 • 14:50 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 18/02/2026 • 14:50 | Atualizado há 3 horas
Foto: REUTERS/Marco Bello.
Dos mais de 200 nomes citados nos arquivos do caso Epstein, divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, há um nome brasileiro: Arthur Casas, um arquiteto com escritórios em São Paulo, Nova York (EUA) e Lisboa (PT).
O nome do brasileiro aparece em mensagens trocadas entre a assistente de Arthur e a de Epstein, Lesley Groff. Nelas, as funcionárias discutem a possibilidade de uma reunião por chamada de vídeo entre os dois e a possibilidade do arquiteto visitar a Ilha de Saint James – a famosa “Ilha de Epstein”, localizada no Caribe e um dos principais endereços dos crimes cometidos pelo financista.
Conforme apontam os registros, o escritório Studio Arthur Casas encaminhou ao time de Epstein um material composto por 20 páginas detalhando a proposta de renovação da propriedade do investidor situada na ilha Great St. James. Localizada no Caribe e integrante do conjunto das Ilhas Virgens Americanas, essa ilha fica ao lado de Little St. James.
Nesse caso, o objetivo da visita era uma reforma em toda a Ilha de Epstein, no terreno de 16,3 mil metros quadrados.
Em geral, a casa principal contava com quatro suítes – incluindo uma suíte master de 130 metros quadrados –, biblioteca, sala de cinema, escritório com banheiro e uma piscina de 371,6 metros quadrados. Além disso, na ilha também havia:
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Jeffrey Epstein era dono da ilha Little Saint James desde 1998, quando ele adquiriu o terreno por US$ 7,95 milhões. No entanto, ele expandiu sua propriedade ao comprar a ilha Great Saint James em janeiro de 2016, por US$ 22,5 milhões.
Logo em seguida, de acordo com os arquivos, o arquiteto Arthur Casas foi indicado a Epstein em 2016, por uma pessoa chamada Jean Huguen, que encaminhou a mensagem com a indicação. “Encontrei o nome do arquiteto brasileiro. Eu gosto muito do trabalho dele”, disse Huguen em uma mensagem com fotos de projetos do arquiteto.
Os arquivos liberados do caso ainda não permitem ver as imagens enviadas. Mesmo assim, elas foram suficientes para que, pouco depois, uma viagem fosse programada para um encontro entre o arquiteto e o financista.
No final de fevereiro daquele ano, os arquitetos Arthur Casas, Tamy Tutihashi e Douglas Strabelli viajaram para elaborar o projeto.
Na ocasião, a assistente de Epstein escreveu “Jeffrey está perguntando se vocês gostariam de fazer um passeio pela ilha hoje, após o seu pouso. Ele não estará presente, mas Ann [Rodriguez], a gerente da ilha de Jeffrey, estará e poderá ajudá-los com a logística.”
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Ainda nos documentos, está a proposta do escritório de arquitetura, enviada no dia 4 de março de 2016 e assinada por Regiane Khristian, sócia-proprietária do Studio Arthur Casas.
“O Studio Arthur Casas acredita que o projeto de residência em uma ilha deve atender às exigências de um estilo de vida moderno, mas também refletir a simplicidade de um refúgio natural. O design deve ser contemporâneo, com uma estética sofisticada e uso generoso de materiais naturais”, dizia a proposta.
No mesmo e-mail, enviado à Lesley Groff, Regiane dizia que “Será um grande prazer trabalhar com vocês nesse projeto para o senhor Epstein na Ilha Great St. James. Tenho o prazer de anexar nossa proposta para serviços de arquitetura e design de interiores.”
Já para o final de março, Groff sinalizou que o projeto seria paralisado, devido à necessidade de emitir determinadas licenças. “Diga ao Arthur Casas que precisamos obter as licenças básicas primeiro. Agradeço a ajuda deles, mas o projeto ficará suspenso por pelo menos seis meses”, escreveu Epstein a sua assistente Lesley.
Quase um ano depois, o escritório de arquitetura voltou a contatar Epstein, para saber como estava o projeto. “Gostaríamos de dar seguimento ao assunto da Ilha Great St. James. Arthur está em Miami com Douglas [Strabelli], e eles gostariam de saber como está o processo de licenciamento, e se houve algum avanço”, escreveu Tutihashi, funcionária do Studios Arthus Casas, em e-mail à Lesley Groff.
Ademais, o projeto envolvia um orçamento de US$ 4,3 milhões (cerca de R$ 22,4 milhões na cotação atual) e outras duas construtoras, a Sagewood, do também brasileiro Douglas Strabelli e o RMBA Arquitects. O Studio Arthur Casas se posicionou em nota, alegando que a viagem até a ilha de Epstein foi de caráter inicial e preliminar, que não avançou e limitou-se ao âmbito profissional. Segundo informações do UOL e da Folha de S. Paulo.
Por fim, naquela época, Epstein já era condenado por crimes sexuais, sentença que veio em 2008 após ele admitir ter abusado sexualmente de uma garota de 14 anos. A confissão o livrou de uma prisão perpétua, liberando-o às ruas novamente já em 2009, depois de 13 meses de cadeia.
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