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Frete deve disparar em 2026 com supersafra recorde e diesel mais caro
Publicado 19/02/2026 • 07:55 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/02/2026 • 07:55 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução
O frete rodoviário iniciou 2026 em alta e deve permanecer com essa tendência ao longo do ano. Em janeiro, o preço médio por quilômetro rodado chegou a R$ 7,61, representando um avanço de 2,28% sobre dezembro, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR), da Edenred Repom.
A tendência ocorre enquanto o Brasil projeta safra recorde de 353 milhões de toneladas em 2025/26, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento da produção amplia a demanda por transporte em um momento de custos elevados.
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O IFR registrou em janeiro o terceiro mês seguido de avanço no frete. O índice é calculado com base em 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.
“A entrada em vigor da nova tabela do piso mínimo, publicada no dia 20 de janeiro, com reajuste superior a 3% e ajustes na metodologia de cálculo dos valores mínimos foi mais um fator que pesou. Como a medida passou a valer apenas na segunda quinzena do mês, seu impacto ainda foi parcial em janeiro, mas deve seguir pressionando o preço do frete ao longo de 2026”, afirma Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom.
O comportamento do diesel reforça o cenário de alta no frete. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum subiu 0,97% em janeiro, para R$ 6,25, enquanto o diesel S-10 avançou 0,80%, para R$ 6,27.
O aumento do ICMS neutralizou o efeito da redução do preço-base anunciado pela Petrobras às distribuidoras, mantendo os custos do transporte elevados.
A estimativa de 353 milhões de toneladas de grãos em 2025/26 amplia o volume a ser escoado principalmente no Centro-Oeste. Com maior volume de carga e estrutura logística limitada, o frete tende a seguir pressionado no pico da colheita.
Especialistas do setor avaliam que a combinação entre supersafra, piso mínimo reajustado e diesel mais caro sustenta o viés de alta ao longo do primeiro semestre.
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