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Conselho da Paz de Trump estreia sob críticas e ausências de aliados europeus

Publicado 19/02/2026 • 09:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Cúpula reúne dezenas de países, mas sem Europa e Canadá.
  • Grupo prevê arrecadação bilionária para reconstrução de Gaza.
  • Críticos apontam falta de transparência e sobreposição à ONU.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento de seu ‘Conselho da Paz’ |

Mandel Ngan/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento do Conselho da Paz

A primeira reunião do Conselho da Paz, criado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorre nesta quinta-feira (19), em Washington, reunindo dezenas de líderes mundiais e delegações nacionais. O encontro, no entanto, é marcado não apenas pelas presenças, mas principalmente pelas ausências de aliados tradicionais dos EUA, que optaram por não participar da iniciativa.

Ausências expõem divisão internacional

Entre os principais ausentes estão líderes de países europeus, como Reino Unido, Alemanha e França, além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que recusou o convite para a cúpula.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também não participará – o convite foi retirado após críticas feitas por ele no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O papa Leão XIV também rejeitou o convite.

A ausência de aliados históricos evidencia um cenário de divisão diplomática e levanta dúvidas sobre a legitimidade do novo organismo internacional.

Quem participa do encontro do Conselho da Paz

Apesar das ausências, o Conselho da Paz contará com delegações de países do Oriente Médio, diretamente envolvidos ou afetados por conflitos na região, como:

  • Israel
  • Emirados Árabes Unidos
  • Arábia Saudita
  • Turquia
  • Jordânia
  • Catar

Também participam países com menor envolvimento direto na crise de Gaza, como:

  • Argentina
  • Paraguai
  • Hungria
  • Casaquistão

Reconstrução de Gaza e arrecadação de fundos

Segundo a Casa Branca, a reunião deve funcionar como um evento de arrecadação internacional, com foco na reconstrução da Faixa de Gaza, devastada pela guerra com Israel.

De acordo com Trump, os países participantes já prometeram mais de US$ 5 bilhões para financiar projetos na região.

Além disso, o conselho também prevê o envio de tropas internacionais e forças de segurança para atuar na estabilização local.

A proposta inclui a criação de uma Força Internacional de Estabilização, responsável por manter a ordem e garantir segurança na região.

Mandato ampliado gera críticas

Inicialmente, o Conselho da Paz foi criado com foco exclusivo na reconstrução de Gaza. No entanto, Trump ampliou o escopo da iniciativa, incluindo a atuação em outros conflitos globais.

Esse movimento gerou críticas de diversos países, que veem a proposta como uma possível sobreposição às funções da ONU. Esse é um dos principais motivos que levaram à ausência de países europeus e também do Brasil.

Ceticismo sobre plano de paz

A cúpula também enfrenta questionamentos sobre a viabilidade do plano de reconstrução e pacificação, apresentado como uma estratégia de 100 dias por Jared Kushner, genro de Trump.

Especialistas apontam que o projeto ainda carece de financiamento efetivo, definição de governança para Gaza e mecanismos claros de segurança.

Entre os principais impasses estão questões estruturais do conflito, como quem governará o território palestino; quem garantirá a segurança local e como lidar com o desarmamento do Hamas.

Desafios para o novo organismo

Analistas avaliam que o Conselho da Paz pode enfrentar dificuldades para se consolidar como um ator relevante na diplomacia internacional, especialmente diante da falta de consenso global.

Sem o apoio de aliados-chave e com críticas sobre transparência e governança, a iniciativa começa sob forte escrutínio e incertezas sobre sua capacidade de influenciar soluções para conflitos complexos como o da Faixa de Gaza.

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