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Rio Tinto vê lucro cair 14% após ano mais fraco para o minério de ferro

Publicado 19/02/2026 • 10:20 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Lucro líquido de US$ 9,97 bilhões em 2025 representa queda de 14%
  • Dividendos mantidos em US$ 4,02 por ação apesar da retração
  • Minério de ferro perde força enquanto cobre e alumínio avançam
Prédio Rio Tinto

Divulgação/Rio Tinto

Prédio Rio Tinto

A Rio Tinto registrou lucro líquido de US$ 9,97 bilhões em 2025, queda de 14% na comparação com os US$ 11,55 bilhões apurados em 2024, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (19).

Apesar da retração no resultado final, a companhia manteve o nível de distribuição aos acionistas. O lucro subjacente — que exclui itens não recorrentes — ficou em US$ 10,87 bilhões, praticamente estável na comparação anual e levemente abaixo das estimativas de mercado.

O conselho declarou dividendo final de US$ 2,54 por ação, elevando o pagamento total de 2025 para US$ 4,02 por ação, mesmo valor do ano anterior.

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Rio Tinto sente impacto do minério de ferro

A Rio Tinto registrou queda de 7,6% nos ganhos provenientes do minério de ferro das operações australianas, principal fonte de receita da companhia.

O minério de ferro ainda responde por mais da metade dos lucros do grupo, mas a volatilidade dos preços internacionais pressionou margens ao longo do ano.

A empresa manteve produção sólida na região de Pilbara, na Austrália, com embarques consistentes, mas enfrentou preços médios mais baixos do que no exercício anterior.

Rio Tinto compensa com cobre e alumínio

O desempenho mais fraco do minério foi parcialmente compensado pela valorização do cobre e do alumínio nas operações globais.

O cobre ganhou relevância estratégica dentro da Rio Tinto, especialmente diante da demanda associada à transição energética e à eletrificação. A companhia tem ampliado investimentos em projetos de cobre e lítio como parte do plano de diversificação.

O alumínio também contribuiu positivamente para o resultado, impulsionado por preços mais firmes e melhoria operacional.

Diversificação

A Rio Tinto tem buscado reduzir a dependência do minério de ferro por meio da expansão em metais considerados estratégicos para a descarbonização global.

Entre os movimentos recentes estão investimentos em ativos de cobre e lítio, além de projetos de crescimento em andamento em diferentes regiões.

O objetivo é equilibrar o portfólio e reduzir a exposição às oscilações do minério de ferro, que historicamente responde pela maior parte do fluxo de caixa da companhia.

Disciplina financeira

Mesmo com lucro menor, a Rio Tinto preservou geração de caixa suficiente para sustentar dividendos estáveis.

O lucro subjacente de US$ 10,87 bilhões indica que o desempenho operacional permaneceu relativamente resiliente, mesmo diante de preços menos favoráveis no minério.

A manutenção do dividendo acima das projeções de consenso sinaliza confiança da administração na capacidade de geração de caixa no médio prazo.

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