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Brasil ganha protagonismo com crise em Ormuz e atrai capital estrangeiro, diz CEO da Sttart Pay
Publicado 14/04/2026 • 15:53 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 14/04/2026 • 15:53 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, com impacto direto sobre o Estreito de Ormuz, recolocou o Brasil no radar global de investidores, segundo o economista e CEO da Sttart Pay, Carlos Henrique. Na avaliação dele, o país passou a ser visto como alternativa estratégica em meio à incerteza internacional, o que ajuda a explicar o avanço recente do mercado brasileiro.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que o cenário, que antes parecia improvável, ganhou força com a deterioração do ambiente externo.
“Isso parecia ser praticamente impossível, mas diante de tudo que a gente vem acompanhando de mercado, tanto nacional quanto internacional, isso se torna uma realidade extremamente plausível”, disse.
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Segundo Carlos Henrique, parte dessa mudança está ligada à posição geopolítica do Brasil, distante do centro do conflito e sem envolvimento direto com os países da crise.
“O Brasil está hoje posicionado numa região estratégica, um pouco mais afastado da questão do conflito, e não tem ligação direta com os países envolvidos”, afirmou.
Na visão do executivo, esse reposicionamento beneficia a América do Sul como um todo, especialmente em áreas ligadas à energia, mas o Brasil aparece em vantagem por reunir maior estabilidade institucional e capacidade de interlocução internacional.
“A região se torna estratégica tanto na produção de petróleo quanto em outros insumos derivados”, disse.
Carlos Henrique também destacou o sistema financeiro brasileiro como um diferencial competitivo em meio ao cenário global mais instável.
“O próprio modelo econômico voltado para o Pix se tornou referência mundial e com certeza vai ser cada vez mais destaque”, afirmou.
Ao comentar investimentos, ele disse que os ativos mais diretamente ligados ao conflito tendem a concentrar as melhores oportunidades de curto prazo, com destaque para petróleo e produtos correlacionados.
“A melhor forma de investimento é voltada exatamente para produtos relacionados ao conflito”, disse.
Segundo ele, a pressão do petróleo não se limita ao setor energético e tende a se espalhar por outras cadeias produtivas.
“O reflexo do petróleo não é único sobre o produto, ele deriva também em outras situações como alimentos”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCPara o economista, o mercado até reage a declarações políticas, mas tende a responder de forma mais intensa quando há medidas concretas, como o bloqueio no Estreito de Ormuz.
“O mercado reage muito forte às falas, mas de forma muito mais contundente aos atos”, disse.
Ele também afirmou que o conflito pode se prolongar, o que exigiria posicionamento mais cuidadoso dos investidores.
“Há uma possibilidade de esse cenário durar um certo tempo, o que favorece quem já estiver estrategicamente posicionado”, disse.
No câmbio, Carlos Henrique vê espaço para alguma queda adicional do dólar no curto prazo, mas sem sinal de movimento prolongado.
“Há uma possibilidade de queda, mas não vejo que ela será contínua”, afirmou.
Na avaliação dele, o patamar atual da moeda americana já representa uma janela favorável para quem precisa comprar dólares, especialmente para viagens.
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“Hoje é o melhor momento para a compra do dólar, comparando com a semana passada”, disse.
Por outro lado, ele avalia que o ambiente também se torna mais atrativo para o investidor estrangeiro, justamente porque o Brasil passou a ser visto como destino relativamente mais seguro em um contexto internacional mais conturbado.
“Aqui na região o investimento dele vai ter um maior poder, então isso se destaca muito forte”, afirmou.
Carlos Henrique também comentou a decisão do Tesouro Nacional de emitir dívida externa e classificou o momento como estratégico para esse tipo de captação.
“A captação de recursos se destaca exatamente pelo momento”, disse. “Se torna estratégico o lançamento desses papéis neste momento.”
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