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Argentina: paralisação gera perda de R$ 3 bi; entenda motivos da greve e o que o governo pretende
Publicado 19/02/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/02/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A paralisação provocada pela greve geral na Argentina pode provocar um prejuízo de US$ 575 milhões, o equivalente a R$ 3 bilhões. A estimativa é da Instituto de Economia da Universidade Argentina da Empresa (UADE) e do Ministério da Economia, com projeções macroeconômicas baseadas no que deixa de ser produzido em um dia de paralisação.
Dessa forma, a instituição aponta que o que deixa de ser produzido em 24 horas de greve equivale a 0,8% do PIB da Argentina. Em termos técnicos, é uma estimativa de produto potencial perdido (lost output) – indicador padrão em análises de choques econômicos de curto prazo.
A Argentina vive uma greve geral nacional nesta quinta-feira (19) convocada pela principal central sindical do país, a CGT, em protesto contra a proposta de reforma trabalhista do governo do presidente Javier Milei.
Leia também: Greve geral na Argentina cancela mais de 200 voos no mundo e atinge Guarulhos
A paralisação foi organizada justamente no dia em que a Câmara dos Deputados discute o projeto, já aprovado pelo Senado, tornando o movimento sindical uma tentativa direta de pressionar o Congresso a modificar ou barrar a iniciativa.
Trata-se da quarta greve geral contra Milei desde que ele assumiu, sinalizando o nível de confronto entre o governo liberal e as organizações trabalhistas.
O governo defende que a mudança nas leis trabalhistas é central para modernizar regras consideradas rígidas, atrair investimentos e estimular a formalização do emprego.
Entre os objetivos declarados estão:
• reduzir custos e litígios trabalhistas para as empresas;
• aumentar produtividade e competitividade da economia;
• incentivar a criação de empregos formais num país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.
Para o governo, a reforma é parte do pacote de ajuste econômico para estabilizar o país após anos de crise fiscal, inflação elevada e dívida externa.
Leia também: Sindicato da Argentina convoca greve contra reforma trabalhista de Milei
As centrais sindicais afirmam que o projeto reduz direitos históricos dos trabalhadores e precariza as relações de trabalho.
Entre os pontos mais criticados:
• facilitação de demissões e redução das indenizações;
• limitação do direito de greve, inclusive exigindo manutenção de serviços mínimos em setores essenciais;
• mudanças em jornadas e condições de contratação vistas como flexibilização excessiva.
Para a CGT, a proposta “não é modernização, é precarização”, segundo a posição pública da central.
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