Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Sindicato da Argentina convoca greve contra reforma trabalhista de Milei
Publicado 16/02/2026 • 22:00 | Atualizado há 5 meses
Preços do petróleo recuam após Trump abandonar taxa de proteção de 20% sobre o tráfego no Estreito de Ormuz
Warsh promete que inflação será “coisa do passado” e cita benefícios do boom de investimentos em IA
Títulos do Tesouro dos EUA sobem com perspectiva de novas altas nas taxas de juros
Setor global de navegação teme impacto de pedágio proposto por Trump em Ormuz
Marca francesa de roupa íntima aposta em IPO para enfrentar a concorrência do fast fashion
Publicado 16/02/2026 • 22:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A principal central sindical da Argentina convocou nesta segunda-feira (16) uma greve geral no dia em que a Câmara dos Deputados debater a reforma trabalhista do presidente ultraliberal Javier Milei, já aprovado pelo Senado.
O projeto, que pode ser debatido pelos deputados esta semana ou na próxima, reduz as indenizações por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito à greve, entre outras disposições.
A confederação que representa os trabalhadores do transporte anunciou que “apoia integralmente a medida”, que promete paralisar o transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.
Esta ação, a quarta contra as políticas do governo Milei, ocorre em meio à crescente agitação social, sinais de recessão econômica, declínio da atividade industrial e queda acentuada do consumo.
Leia também:
Câmara dos Deputados da Argentina aprova acordo Mercosul-UE
Os sindicatos filiados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) consideram essas mudanças “regressivas” e “inconstitucionais” e prometem contestar a reforma na Justiça caso a lei seja aprovada.
O governo afirma que as mudanças vão ajudar a reduzir o emprego informal, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos, ao reduzir a carga tributária sobre os patrões.
A senadora Patricia Bullrich, presidente da Comissão do Trabalho no Congresso, reuniu-se com Milei nesta segunda-feira na residência presidencial em Olivos.
Bullrich havia declarado anteriormente que não permitiriam alterações no texto aprovado pelo Senado; no entanto, no domingo, admitiu que consideram flexibilizar o polêmico artigo que reduz o salário do trabalhador à metade em afastamento por doença.
O governo tenta impedir modificações no texto que o façam retornar ao Senado para aprovação, o que atrasaria a aprovação da lei desejada por Milei antes de seu discurso em 1º de março, quando inaugurará as sessões parlamentares ordinárias.
Leia também: Reforma trabalhista de Milei: o que muda na jornada, nas greves e nas demissões na Argentina
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Há consenso coletivo para a realização de uma greve nacional”, antecipou Cristian Jerónimo, secretário-geral da CGT (Confederação Geral do Trabalho), em entrevista à Rádio 10 no domingo (15), antes da reunião extraordinária da diretoria nesta segunda-feira, onde a medida foi decidida.
A greve não incluirá convocação para mobilização.
“Terá amplo apoio e demonstrará o descontentamento não apenas com este projeto de lei, mas também com o rumo político e econômico deste governo hoje na Argentina”, disse Jerónimo.
Fontes da CGT esclareceram que “como sempre, haverá liberdade de ação em cada sindicato”.
A convocação será formalizada na quarta-feira, ao meio-dia, em coletiva de imprensa.
“Garantimos uma paralisação total do transporte de passageiros (…) no dia em que a reforma trabalhista for debatida na Câmara dos Deputados, não haverá transporte”, anunciou a União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) nas redes sociais.
Desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, 300 mil empregos foram perdidos e 21 mil empresas fecharam, segundo dados do setor industrial.
Na última quarta-feira (11), milhares de pessoas protestaram em frente ao Congresso durante a votação do projeto de lei no Senado, que o aprovou por 42 votos a 30.
Sindicatos, partidos de oposição e organizações sociais participaram de uma manifestação que terminou em confrontos com a polícia e cerca de 30 prisões.
A última greve geral, realizada em 10 de abril de 2025, teve participação limitada, já que os sindicatos de transporte se recusaram a aderir devido à pressão do Ministério do Trabalho.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Controladora da Rede D´Or, família Moll compra R$ 1,28 bi em ações da companhia em 4 meses
2
Com recuperação em xeque, Braskem pode ter socorro da Petrobras
3
Como uma Copa do Mundo mudou a carreira de Vozinha em poucas semanas?
4
Brasil conclui 45% do maior programa de internet por fibra em rios do mundo
5
Petrobras entra em ação para tentar evitar recuperação judicial da Braskem; entenda