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Economia Brasileira

Abimaq avalia impacto de decisão da Suprema Corte dos EUA e vê alívio com cautela

Publicado 20/02/2026 • 17:12 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A decisão da Suprema Corte dos EUA suspendeu o “tarifaço”, restabelecendo a tarifa zero para máquinas brasileiras, embora o setor tema novas taxas no médio prazo.
  • Com a queda da participação americana de 32% para 22%, a Abimaq revisou a projeção de 2026, prevendo recuperar os 10% de faturamento perdidos no último ano.
  • A indústria vê uma janela de oportunidade imediata, mas alerta para o risco de novas restrições surgirem nos EUA enquanto as mercadorias ainda estão em transporte.
A Abimaq avaliou como positiva, porém ainda incerta, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que restringiu o uso da legislação americana de emergência econômica – a IEEPA, de 1977 – para justificar a imposição unilateral de tarifas comerciais pelo Poder Executivo. O entendimento do tribunal foi de que a aplicação desse instrumento, nessas condições, depende de autorização do Congresso, o que derrubou as sobretaxas adotadas anteriormente contra diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

A Abimaq avaliou como positiva, porém ainda incerta, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que restringiu o uso da legislação americana de emergência econômica – a IEEPA, de 1977 – para justificar a imposição unilateral de tarifas comerciais pelo Poder Executivo. O entendimento do tribunal foi de que a aplicação desse instrumento, nessas condições, depende de autorização do Congresso, o que derrubou as sobretaxas adotadas anteriormente contra diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

Em repercussão à decisão, o presidente-executivo da entidade, José Velloso, afirmou que o novo quadro abre uma janela relevante para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos, ainda que sem garantias de estabilidade no longo prazo. “Neste momento, exportar para os Estados Unidos máquinas e equipamentos está com tarifa zero. No curto prazo, o problema está resolvido, mas no médio prazo elas podem retornar”, disse.

Segundo ele, a avaliação técnica da associação é que uma eventual retomada das tarifas exigiria um novo processo político e legal nos Estados Unidos, o que tende a alongar prazos e reduzir a probabilidade de mudanças imediatas. “Se houver a tentativa de restabelecer essas tarifas, primeiro seria necessário adaptar a legislação e depois discutir a aplicação. Isso levaria algum tempo.”

Leia também: Amcham vê alívio para exportações brasileiras após decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas

Apesar do alívio imediato, Velloso ressaltou que ainda existem instrumentos comerciais em análise pelas autoridades americanas que podem resultar em novas restrições. “Existe o risco de voltar alguma tarifa. Não sabemos ainda qual será a reação do governo americano. Se embarcarmos hoje uma mercadoria, pode acontecer de, durante o transporte, surgir alguma mudança antes do desembaraço.”

Efeitos ao longo do ano

A preocupação reflete os efeitos já sentidos pelo setor ao longo do último ano, quando as medidas tarifárias reduziram a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras de máquinas.

“Os Estados Unidos sempre foram o principal destino das nossas exportações. Representavam cerca de 32% do total e passaram para algo em torno de 22%”, afirmou. “No quarto trimestre, quando o tarifaço teve mais impacto, tivemos queda de 11% no faturamento para aquele mercado e, no ano, recuo de 9%.”

Leia também: Suprema Corte anula Tarifaço e decisão pode aliviar exportações do Brasil

Diante do novo cenário, a Abimaq revisa as projeções para 2026. Antes da decisão judicial, a expectativa era de uma retração significativa de 25% nas vendas externas para os EUA. “Agora podemos pensar até em recuperar algo próximo de 10%, que foi o que perdemos no ano passado”, aponta Velloso.

Para a entidade, a decisão da Suprema Corte cria uma oportunidade de recomposição comercial, mas o ambiente ainda exige cautela das empresas exportadoras. “O mercado pode ser recuperado, mas precisamos acompanhar os próximos passos. Ainda há risco e isso nós só vamos saber com o tempo”, concluiu.

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