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Otimismo global? Veja como as bolsas do mundo reagiram à derrubada das tarifas de Trump
Publicado 20/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
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Bolsas da Europa
Os principais mercados financeiros globais fecharam em forte trajetória ascendente nesta sexta-feira (20), impulsionados pela decisão histórica da Suprema Corte norte-americana de invalidar as tarifas comerciais unilaterais da Casa Branca.
O veredito, que limita os poderes presidenciais sobre o comércio externo, desencadeou uma onda de otimismo que atravessou as Américas, com investidores reagindo à redução do risco sistêmico e à maior previsibilidade institucional. A queda das barreiras alfandegárias foi lida como um afrouxamento nas tensões inflacionárias, favorecendo especialmente os índices de ações em detrimento da segurança dos títulos públicos.
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A decisão liderada por John Roberts trouxe um fôlego renovado para Wall Street, mas o impacto foi ainda mais pronunciado nos centros financeiros emergentes. De acordo com Filipe Ferreira, professor do Insper e sócio da CTW Consultoria, a alta reflete uma mudança na percepção de segurança jurídica global. “Quando a Suprema Corte derruba a tarifa, isso é uma sinalização de segurança maior”, explica o especialista.
Ferreira observa que, com a redução do “arbitrário” nas decisões de Trump, o mercado passou por uma recalibração de ativos, provocando uma migração de capital dos Estados Unidos para outras bolsas que agora oferecem um risco relativo atraente.
Um levantamento da Economatica para o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC mostra o desempenho das bolsas ao redor do mundo em dia de pregão histórico. Confira abaixo:
No Brasil, o Ibovespa B3 subiu 1,06%, consolidando-se como um dos grandes beneficiários do fluxo de capital estrangeiro. Alex André, Head de corporate access da MZ Group, destaca que a medida remove o viés político protecionista que pesava sobre as exportações nacionais. “Brasil acaba ganhando competitividade, assim como foi comentado pelo Ministério competente”, afirma André.
O economista aponta que empresas ligadas ao agronegócio e ao setor industrial, como a Taurus (TASA4), viram suas teses de investimento fortalecidas pela proteção das receitas externas, aliviando a pressão sobre as margens operacionais.
A Argentina liderou os ganhos regionais com o S&P Merval saltando 1,20%, aproveitando o entusiasmo com reformas internas aliado ao cenário externo benigno. Alex André pondera que o país vizinho vive um momento de “liberdade econômica, atraindo investimentos e reduzindo o déficit fiscal“, o que torna a bolsa de Buenos Aires um destino prioritário para o capital de risco.
Esse movimento sincronizado entre as bolsas latinas reflete o enfraquecimento do dólar no mundo, à medida que a narrativa de arrecadação tarifária bilionária do governo Trump perde sustentação diante da derrota jurídica.
Apesar da alta generalizada, o mercado permanece atento aos próximos passos da estratégia econômica americana. Estima-se que as tarifas derrubadas poderiam render entre US$ 200 bilhões e US$ 289 bilhões em 2025, e a perda desse faturamento coloca em xeque a sustentabilidade das contas públicas nos EUA.
Contudo, para o investidor local, a perspectiva de queda na inflação americana abre caminho para cortes na Selic, possivelmente de 50 pontos-base em março. Esse cenário de juros mais baixos e comércio previsível sustenta a propensão ao investimento em ações, mantendo os ativos brasileiros em patamares recordes.
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