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Ibovespa fecha em baixa de 0,58% aos 195 mil pontos puxado por petróleo, na contramão dos pares globais
Publicado 17/04/2026 • 17:11 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 17/04/2026 • 17:11 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
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O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (17) em baixa de 0,58%, aos 195.674 pontos, em sentido oposto aos pares globais, que se beneficiaram do anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo os especialistas ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, o movimento decorreu das quedas na cotação do barril de petróleo, que levou as petroleiras brasileiras consigo.
É a terceira baixa seguida do indicador, após um rali de 11 pregões consecutivos de renovação de recordes históricos. Na semana, o Ibovespa acumulou perdas de 0,84%.
O maior peso no novo recuo é da Petrobras, que encerrou o pregão com baixa de 5,59%, cotada a R$ 46,27. A estatal chegou a recuar mais de 7% no dia. Como a empresa representa aproximadamente 13% do índice, todo o Ibovespa acompanhou a trajetória rumo ao campo negativo, explica Max Bohm, estrategista-chefe da Nomos.
Apesar do recuo, o especialista aponta que, por outro lado, as small caps, que vêm destoando do índice principal. “Elas avançam cerca de 0,94% e acumulam alta de 1,6% na semana, impulsionadas principalmente pelo fechamento da curva de juros”, ele diz.
O movimento reflete uma combinação de fatores, como a possibilidade de um desfecho mais próximo para o conflito no Irã, a queda superior a 10% no preço do petróleo e a expectativa de menor pressão inflacionária, explica. Além disso, o recuo nos juros longos tem beneficiado o setor.
“O Ibovespa vinha de um cenário muito forte de alta e a queda de hoje mostra uma realização de lucros. Outros dois pontos que puxaram o Ibovespa para baixo são as tensões entre EUA e Irã e os vencimentos das opções nesta sexta”, acrescenta Josias Bento, sócio da GT Capital.
Ele prevê que, no curto prazo, a volatilidade deva persistir em razão da continuidade do conflito, principalmente por causa das commodities.
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