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ONU mais representativa é defendida por Lula em conversa com Modi
Publicado 21/02/2026 • 08:05 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/02/2026 • 08:05 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cerimônia de Abertura da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), no Centro de Convenções Bharat Mandapa. Nova Délhi - Índia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) precisa de mais representatividade e força para atuar nos conflitos globais, ao ser recebido pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na Casa Hyderabad, em Nova Délhi, neste sábado (21).
Ao lado de Modi, Lula declarou que a ONU deve ampliar o Conselho de Segurança e incorporar países do Sul Global entre os membros permanentes.
Segundo ele, Brasil e Índia são candidaturas naturais a esse espaço.
Leia também: Tarifas de Trump: como funciona a nova taxa global de 10% e o que pode acontecer em 150 dias
Lula lembrou que há mais de duas décadas Brasil, Índia, Alemanha e Japão formaram o G4 para defender a ampliação da ONU. O presidente afirmou que a organização precisa refletir a nova distribuição de poder global.
Ele destacou que os atuais membros permanentes do Conselho de Segurança concentram decisões estratégicas e que a estrutura não acompanha o peso demográfico e econômico de países emergentes.
Para Lula, o enfraquecimento da ONU compromete a mediação de conflitos e a coordenação internacional. O presidente citou a guerra na Ucrânia e a crise no Oriente Médio como exemplos da necessidade de instâncias multilaterais mais eficazes.
Segundo ele, Brasil e Índia devem atuar de forma coordenada na defesa do direito internacional e da solução pacífica de controvérsias.
Lula destacou o “trânsito de presidências” entre os dois países no G20 e no BRICS como fator de aproximação estratégica. Em 2024, o Brasil assumiu o G20 da Índia. Em 2025, a Índia recebeu do Brasil a presidência do BRICS.
O presidente afirmou que Brasil e Índia são as duas maiores democracias do Sul Global e têm capacidade de influenciar a agenda internacional em temas como transição energética, segurança alimentar e inteligência artificial.
Ao encerrar a declaração, Lula afirmou que o olhar do Brasil para a Índia é de cooperação de longo prazo e reforçou a defesa de uma ordem internacional regida pelo direito internacional e pela ampliação da representatividade nos organismos multilaterais.
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