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Ações da Azul disparam após saída do Chapter 11 e início de novo ciclo

Publicado 23/02/2026 • 12:38 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Ações da Azul sobem mais de 30% após saída da recuperação judicial e nova estratégia de crescimento.
  • Companhia reduz dívida em cerca de US$ 2,5 bilhões.
  • Nova estratégia foca em crescimento responsável e sem fusões.

As ações da Azul registraram forte alta nesta segunda-feira (23), refletindo a reação positiva do mercado à conclusão do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11. Os papéis chegaram a subir mais de 30% na primeira hora de negociação e, por volta das 11h45, ainda acumulavam ganhos superiores a 16%, cotados a R$ 277,86.

O movimento indica um reposicionamento da companhia aos olhos dos investidores, após a reestruturação financeira que reduziu o endividamento e reforçou o caixa. A expectativa é de que a Azul entre em um novo ciclo com maior previsibilidade e capacidade de crescimento.

A companhia anunciou na última sexta-feira que deixou o Chapter 11 após cerca de nove meses, destacando avanços na estrutura de capital, liquidez e redução da alavancagem.

Leia também: Azul sai do Chapter 11, atrai gigantes e vira jogo no setor aéreo

Reestruturação reduz dívida e fortalece balanço

Durante o processo, a Azul promoveu uma reestruturação ampla, reduzindo cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. A companhia também levantou aproximadamente US$ 1,4 bilhão em novas dívidas e US$ 950 milhões em capital, reforçando sua posição financeira.

O índice de alavancagem líquida caiu para menos de 2,5 vezes, abaixo dos níveis registrados durante a pandemia, quando chegou a cerca de 3,3 vezes.

Segundo o CEO John Rodgerson, a empresa sai do processo mais preparada para enfrentar incertezas. Ele afirmou que a companhia está “desalavancada” e com um balanço mais limpo, destacando que empresas com menor endividamento tendem a ter vantagem competitiva no setor aéreo.

A Azul entrou com pedido de recuperação em maio de 2025, acompanhando um movimento de outras companhias aéreas latino-americanas, como Gol e LATAM, que também passaram por processos semelhantes após os impactos da pandemia.

Leia também: Azul garante até US$ 200 milhões em aportes de American e United para encerrar Chapter 11

Investidores globais e nova estratégia

A reestruturação contou com apoio de grandes companhias internacionais. A United Airlines investiu US$ 100 milhões, enquanto a American Airlines firmou compromisso de aporte no mesmo valor, sujeito à aprovação regulatória.

Além do reforço de capital, a estratégia inclui o fortalecimento de parcerias comerciais, como acordos de compartilhamento de voos, ampliando a conectividade da companhia no Brasil e no exterior.

Apesar de negociações anteriores com o Grupo Abra, controlador da Gol, e tentativas de fusão com a LATAM no passado, a Azul descartou qualquer movimento de consolidação no curto prazo.

Segundo Rodgerson, a necessidade de fusão era mais relevante em um cenário de alto endividamento. Com a reestruturação concluída, a companhia pretende seguir de forma independente.

A estratégia agora se baseia em crescimento orgânico, eficiência operacional e parcerias internacionais, em vez de fusões.

O que o mercado está precificando

A forte valorização das ações reflete a leitura de que a Azul reduziu riscos financeiros relevantes e ganha fôlego para competir em um setor historicamente pressionado por custos elevados e volatilidade.

Para investidores, o movimento sinaliza uma empresa mais enxuta e com maior capacidade de execução. Em um ambiente de juros elevados e incertezas macroeconômicas, companhias com balanço mais saudável tendem a ser mais valorizadas.

O desafio agora será transformar a reestruturação em crescimento sustentável. A reação do mercado indica confiança no novo ciclo, mas a execução da estratégia será determinante para consolidar essa recuperação no longo prazo.

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