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Guerra no Irã agrava a crise energética da Califórnia
Publicado 13/04/2026 • 20:22 | Atualizado há 1 mês
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KEY POINTS
Montagem gerada pela inteligência artificial Google ImaGen3
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Os preços globais de energia estão em alta, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece mais de 90% abaixo dos níveis anteriores ao início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro. Embora os Estados Unidos estejam relativamente protegidos, os preços internos também avançam, especialmente na Califórnia.
A média nacional da gasolina comum atingiu US$ 4,13 por galão na segunda-feira, segundo a AAA, enquanto na Califórnia o valor chegou a US$ 5,89. O diesel no estado alcançou um recorde de US$ 7,75 por galão em 9 de abril.
A Califórnia tradicionalmente registra alguns dos preços mais altos do país, em parte devido a exigências mais rígidas para combustíveis. Além disso, a conexão por oleodutos com a região do Golfo, rica em petróleo, é limitada, o que obriga o estado a recorrer ao mercado externo. Cerca de 75% do petróleo bruto consumido localmente é importado, assim como parte da gasolina e do combustível de aviação.
Parte desses produtos vem de países como Coreia do Sul e Índia, que enfrentam estoques reduzidos após a perda de fornecimento do Oriente Médio. Em março, a Coreia do Sul chegou a impor restrições às exportações de combustíveis.
“Estamos preocupados com o abastecimento na Costa Oeste”, afirmou Andy Walz, presidente de downstream, midstream e químicos da Chevron, em evento promovido pela S&P Global. Segundo ele, a Ásia foi uma das primeiras regiões a sentir os efeitos da queda na oferta do Golfo, e a Califórnia depende desse mercado. “Eles vão sentir primeiro no preço, porque China, Coreia ou Índia não vão enviar produtos sem compensação adequada”, disse.
Walz acrescentou que, em um segundo momento, pode haver escassez física de combustíveis. “A segurança no fornecimento de energia é essencial para a Califórnia, tanto do ponto de vista econômico quanto nacional”, afirmou.
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