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O que significa um banco ser liquidado? Entenda como funciona o processo

Publicado 23/02/2026 • 20:07 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Desde novembro de 2025, o termo liquidação extrajudicial foi amplamente citado no Brasil.
  • Isso se deve a uma série de decretos determinados pelo Banco Central envolvendo o Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank, Will Financeira S.A. (Will Bank) e, o mais recente, o Banco Pleno S.A.
  • Em termos simples, liquidação extrajudicial, no caso de instituições financeiras, significa o encerramento definitivo das operações.
O Banco Central determina quando um banco enfrentará uma liquidação extrajudicial; saiba mais

Foto: Agência Brasil.

O que significa um banco ser liquidado? Entenda como funciona o processo de liquidação extrajudicial

Desde novembro de 2025, o termo liquidação extrajudicial foi amplamente citado no Brasil. Isso se deve a uma série de decretos determinados pelo Banco Central envolvendo o Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank, Will Financeira S.A. (Will Bank) e, o mais recente, o Banco Pleno S.A.

No entanto, o que realmente significa a liquidação extrajudicial de um banco?

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O que é liquidação extrajudicial?

Em termos simples, liquidação extrajudicial, no caso de instituições financeiras, significa o encerramento definitivo das operações.

Já em uma explicação formal, conforme o Banco Central (BC), trata-se de um mecanismo do órgão regulador para retirar uma instituição financeira do Sistema Financeiro Nacional (SFN) de forma organizada.

Contudo, liquidação extrajudicial não é o mesmo que falência. Isso porque a falência é uma análise feita pela Justiça, enquanto a liquidação é decidida pela autoridade monetária – no caso, o Banco Central. 

Liquidação extrajudicial na prática

Ao decretar a liquidação, o BC determina a interrupção das atividades do banco. Todas as operações são suspensas e as obrigações da instituição são antecipadas – ou seja, passam a ser consideradas imediatamente vencidas.

A partir deste momento, inicia-se a fase de apuração de ativos e passivos. Um liquidante é nomeado para administrar o processo, levantar o patrimônio disponível e organizar o pagamento de credores, seguindo a ordem legal de preferência.

Contudo, nem sempre a liquidação é o que acontece primeiro. No caso do Will Bank, subsidiária do Banco Master, por exemplo, o banco permaneceu ativo por mais um mês depois da liquidação do Master, devido ao Regime de Administração Especial Temporária (RAET). A ideia era que o banco digital encontrasse um comprador.

Entretanto, essa possibilidade nunca se concretizou e a saúde financeira da instituição se deteriorou o suficiente para sua permanência virar um risco. Sendo assim, o BC optou pela liquidação do grupo financeiro.

Leia também: Após Master, Will Bank e Pleno, até quando o FGC pode bancar os prejuízos?

Quando a liquidação pode ser encerrada?

De acordo com normas do Banco Central, o regime de liquidação extrajudicial pode ser finalizado em diferentes cenários:

  • Mudança do objeto social da instituição para atividade fora do Sistema Financeiro Nacional ou ingresso em liquidação ordinária, mediante aprovação dos credores;
  • Transferência do controle societário;
  • Pagamento integral dos credores quirografários – isto é, clientes comuns, que não têm preferência na lista de ordem para pagamento;
  • Esgotamento ou baixa liquidez dos ativos, mesmo que não haja quitação total das dívidas.

Outra possibilidade é a decretação de falência. Nesse caso, o processo deixa a esfera administrativa e passa ao Judiciário. Para isso, o liquidante precisa de autorização do Banco Central para requerer a medida.

O que acontece com clientes e credores?

Após o decreto, as responsabilidades financeiras em aberto costumam ser transferidas para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Nesse caso, os credores precisam se cadastrar na plataforma do FGC para poder reaver os valores deixados em aberto pela instituição liquidada.

Leia tambémBanco Pleno: o que acontece com sua conta após a liquidação pelo BC

Em geral, o FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. No entanto, é preciso que o banco em liquidação extrajudicial tenha assinado a cobertura equivalente e o valor em aberto não ultrapasse esse teto. Além disso, o pagamento depende da quantidade de ativos.

Por isso, quando um banco é liquidado, o liquidante vende bens para recuperar crédito e converter o patrimônio em recurso líquido para encerrar dívidas.

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