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Caos comercial nos EUA: decisão da Suprema Corte ameaça contas públicas e gera incerteza, alerta Fitch
Publicado 23/02/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/02/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
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A Fitch Ratings afirmou nesta segunda-feira (23) que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de invalidar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) reduziu de forma significativa a tarifa efetiva média do país, mas inaugurou um novo ciclo de incertezas em torno da política comercial americana.
“A decisão da Corte destaca o sistema de freios e contrapesos no arcabouço institucional dos Estados Unidos, mas a incerteza em relação ao regime comercial permanece elevada, à medida que o governo mantém seu compromisso com tarifas elevadas e busca meios alternativos e duradouros para implementá-las”, disse a Fitch em comunicado.
A agência de risco também disse que a decisão da Corte, no entanto, não esclarece se os valores já recolhidos pelas tarifas impostas por Trump desde maio do ano passado deverão ser devolvidos às empresas importadoras, o que para a Fitch cria incertezas jurídicas e operacionais adicionais. “Eventuais reembolsos podem chegar a US$ 175 bilhões (R$ 904,8 milhões), ou 0,6% do PIB, pressionando ainda mais as contas públicas“.
Leia também: Fitch Ratings afirma que melhora do rating do Brasil depende de plano fiscal crível
A Fitch estimava que as tarifas garantiriam uma arrecadação anual próxima de US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão). Com a derrubada das cobranças vinculadas à IEEPA, a agência calcula uma perda potencial de cerca de US$ 240 bilhões (R$ 1,2 trilhão). Embora a tarifa temporária de 15% atenue o impacto no curto prazo, a Fitch alerta que o cenário após o período de 150 dias segue indefinido e sujeito a novos desdobramentos.
Em outro comunicado também divulgado nesta segunda, a Fitch estima que cerca de 30% das empresas listadas em sua “Lista de Principais Preocupações do Mercado de Empréstimos” são direta ou indiretamente afetadas por tarifas. Para a agência, empresas de pequeno e médio porte são vistas como particularmente vulneráveis, dada a menor capacidade de repassar custos. Já nas empresas classificadas como grau de investimento, o setor automotivo é apontado como o mais exposto à política comercial, devido à integração da cadeia produtiva na América do Norte.
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