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BRB pede aporte de quase R$ 9 bilhões a acionistas após crise do Master
Publicado 25/02/2026 • 22:10 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 25/02/2026 • 22:10 | Atualizado há 1 mês
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Reprodução/Agência Brasília
BRB
O Banco de Brasília (BRB) convocou para 18 de março uma assembleia geral extraordinária que poderá autorizar um aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões à instituição, uma das maiores operações já propostas pela companhia.
A operação prevê a emissão de até 1,675 bilhão de ações ordinárias, ao preço de R$ 5,29 por ação. O valor mínimo do aumento será de R$ 529 milhões, podendo alcançar o teto previsto conforme a adesão dos acionistas.
Segundo a administração, o objetivo é reforçar a estrutura de capital do banco, preservar os índices regulatórios e manter o enquadramento prudencial diante da ampliação dos ativos ponderados pelo risco e da recente alteração no perímetro prudencial da instituição.
Leia também: BRB confirma proposta de capitalização para fortalecer liquidez em meio à crise do Master
Com o movimento, o banco busca fortalecer o patrimônio líquido e o patrimônio de referência para sustentar a operação dentro dos limites exigidos pelo regulador.
A aprovação da operação está condicionada à autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal, já que o Governo do Distrito Federal é o controlador do BRB.
O aumento será realizado por meio de subscrição privada, com direito de preferência aos acionistas atuais.
Quem optar por não acompanhar a capitalização poderá sofrer diluição relevante. A proposta indica que, no cenário máximo, a diluição potencial pode chegar a cerca de 84% nas ações ordinárias, caso o investidor não exerça o direito de subscrição.
O período para exercício do direito de preferência está previsto para ocorrer entre 24 de março e 22 de abril.
Além da capitalização, a AGE também votará ajustes no capital social e a ampliação do limite de ações autorizadas, o que amplia a flexibilidade da companhia para futuras emissões.
Os acionistas também vão deliberar sobre a homologação de indicações para o conselho de administração do BRB, formalizando mudanças recentes na composição do colegiado.
A assembleia será realizada de forma exclusivamente digital.
Leia também: Caixa Econômica negocia compra de carteiras de crédito do BRB
A proposta de capitalização ocorre após os desdobramentos da Operação Compliance Zero, que culminou na liquidação do Banco Master pelo Banco Central no fim do ano passado.
A investigação apontou que o BRB havia adquirido carteiras de crédito consideradas problemáticas, em operação que envolveu valores bilionários. Parte desses ativos foi substituída por outros papéis com garantias adicionais, mas ainda há incertezas sobre sua efetiva recuperação.
Diante do impacto patrimonial, o BRB precisa divulgar seu balanço até o fim de março e apresentar ao Banco Central uma solução para recompor seus índices de capital. Caso contrário, pode ficar sujeito à adoção de medidas prudenciais mais restritivas por parte da autoridade monetária.
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