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Quem é Ali Khamenei, o líder supremo do Irã?
Publicado 28/02/2026 • 08:29 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 28/02/2026 • 08:29 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: IRNA via Fotos públicas
O homem mais poderoso do Irã, o líder supremo e aiatolá Ali Khamenei, tem 86 anos.
O homem mais poderoso do Irã, o líder supremo e aiatolá Ali Khamenei, já enfrentou diversos momentos críticos frente à República Islâmica e, neste sábado (28), lida com um ataque militar dos Estados Unidos que aumenta a tensão no país.
Segundo a Reuters o líder não estava em Teerã quando os ataques começaram e havia sido transferido para um local seguro.
Aos 86 anos, ele acumula 35 anos no cargo na posição de líder religioso e político. Ou seja, ele é chefe de Estado como comandante-chefe e também tem a palavra final sobre políticas públicas do país.
O modelo político iraniano foi desenhado após a Revolução Islâmica de 1979 para garantir que a autoridade máxima estivesse acima do presidente eleito.
O líder supremo não é eleito diretamente pelo povo, mas escolhido pela Assembleia dos Peritos, um órgão religioso. Após a nomeação, ele exerce influência decisiva sobre o Judiciário, as Forças Armadas, os serviços de inteligência e a política externa do país.
Khamenei nasceu em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã, e passou seus anos de formação religiosa e política na década de 1960, participando de movimentos que contestavam o governo do xá Mohammad Reza Pahlevi.
Veterano da guerra contra o Iraque (1980-1988), ele não deixa o país desde que assumiu o cargo há 36 anos. Em 1981, sobreviveu a um bombardeio que deixou seu braço direito paralisado, e desde então todos os seus deslocamentos são cercados de sigilo e protegidos por um rigoroso esquema de segurança.
Khamenei assumiu o lugar do aiatolá Ruhollah Khomeini em 1989 e, desde então, enfrentou sanções, pressões internacionais e protestos duramente reprimidos, incluindo os de 2022/2023 contra a obrigatoriedade do uso do véu por mulheres.
Ele chegou a passar cinco anos sem fazer uma aparição pública – jejum quebrado em outubro de 2024, quando proferiu um sermão numa mesquita de Teerã após militares de Israel matarem seu antigo aliado Hassan Nasrallah, que comandou a milícia libanesa Hezbollah por mais de três décadas.
No âmbito internacional, Ali Khamenei mantém apoio a aliados como Hezbollah, Hamas e houthis, que desafiam Israel e reforçam a influência do Irã no Oriente Médio.
Nos últimos anos, essa estratégia enfrentou diversos contratempos, com aliados enfraquecidos e mudanças no equilíbrio regional. Com a escalada anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou agir para proteger os americanos de ameaças do Irã, Khamenei volta ao centro da disputa geopolítica.
Os Estados Unidos e Israel atacaram de forma conjunta o Irã neste sábado (28). A ação ocorreu após semanas de ameaças do presidente Donald Trump de realizar um grande ataque contra o país. A operação deve se estender por vários dias.
Trump afirmou que a ofensiva pretende devastar o aparato militar do Irã. E que o país persa recusou um acordo para evitar a guerra.
Poucos minutos após o anúncio, explosões foram registradas em Jerusalém. Outras cidades, como Isfahan e Karaj também foram atingidas.
De acordo com a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em “dezenas de alvos militares” atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.
A capital, Teerã, foi palco de, ao menos, três explosões da chamada “Operação Fúria Épica”. Vídeos do momento do início da operação mostram grandes colunas de fumaça subindo no centro da capital. Informações iniciais apontam que o ataque aconteceu próximo a uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com autoridades de segurança israelenses, um dos principais objetivos da primeira onda conjunta de ataques ao Irã era atingir o maior número possível de líderes.
“O ataque (ao Irã) teve como alvo dezenas de alvos militares e foi realizado como parte de uma ampla operação coordenada e conjunta contra o regime”, disse o exército israelense em um comunicado.
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