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Retaliação: após ação militar de Israel e EUA, Irã ataca países do Golfo
Publicado 28/02/2026 • 08:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/02/2026 • 08:57 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Países do Golfo foram alvo de um ataque retaliatório do Irã na manhã deste sábado (28), após a ofensiva militar coordenada por Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos.
Qatar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos informaram que seus sistemas de defesa aérea foram acionados para interceptar mísseis disparados por Teerã.
Em Abu Dhabi, ao menos uma pessoa morreu após ser atingida por fragmentos de projéteis que caíram em uma área residencial, segundo o Ministério do Interior dos Emirados. O governo classificou o ataque como violação de sua soberania e afirmou que se reserva o direito de responder.
O Qatar declarou ter interceptado duas ondas de ataques contra seu território e afirmou que a situação de segurança está “estável e sob controle”. Já a Jordânia informou que interceptou dois mísseis balísticos que cruzaram seu espaço aéreo.
Na região, os Estados Unidos orientaram seus cidadãos a buscarem abrigo. Em Abu Dhabi, a Embaixada do Brasil recomendou que brasileiros permaneçam em casa ou em locais seguros e evitem deslocamentos desnecessários.
A ofensiva contra o Irã foi anunciada pelo presidente Donald Trump como parte da chamada “Operação Fúria Épica”, realizada em conjunto com Israel. Segundo a agência Reuters, os ataques foram conduzidos por ar e mar durante a madrugada no horário de Brasília.
O governo iraniano prometeu uma “resposta massiva” aos ataques.
O mercado acompanha com atenção os desdobramentos do conflito, especialmente diante da possibilidade de impacto no fornecimento global de petróleo.
Uma das principais preocupações é o Estreito de Hormuz, entre Omã e Irã, considerado um dos principais gargalos energéticos do mundo. Em 2025, cerca de 13 milhões de barris de petróleo por dia passaram pela rota, o equivalente a aproximadamente 31% do fluxo marítimo global da commodity, segundo a consultoria Kpler.
Na sexta-feira (27), antes da confirmação da operação militar, os preços já reagiam às tensões. O petróleo WTI subiu 2,8%, para US$ 67,02 o barril, enquanto o Brent avançou 2,4%, para US$ 72,48.
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