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Ataque entre EUA, Irã e Israel: o que pode acontecer com dólar, juros e mercados nos próximos dias?

Publicado 28/02/2026 • 12:54 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O ataque envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel tende a produzir efeitos relevantes sobre câmbio, juros, inflação e mercados globais já nos próximos dias.
  • Segundo o especialista em investimentos e negócios internacionais Beny Fard, o principal desafio imediato é a incerteza enquanto as bolsas permanecem fechadas.
  • Petróleo já precificou alta antecipada, mas ainda tem espaço para avançar nas cotações.

O ataque envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel tende a produzir efeitos relevantes sobre câmbio, juros, inflação e mercados globais já nos próximos dias.

Segundo o especialista em investimentos e negócios internacionais Beny Fard, o principal desafio imediato é a incerteza enquanto as bolsas permanecem fechadas. “Pelo fato de os mercados estarem fechados, temos dois dias de uma volatilidade invisível”, disse em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

De acordo com Fard, o petróleo já vinha incorporando o risco geopolítico antes mesmo do episódio mais recente. “O barril do Brent já estava na casa dos US$ 70”, afirmou.

Leia também: Arábia Saudita e outros países atingidos pelo Irã condenam ataques em retaliação aos EUA

Movimento de proteção e dólar mais forte

Na avaliação do especialista, conflitos envolvendo potências costumam provocar fuga global para ativos considerados seguros. “O movimento de flight to quality pode acontecer na segunda-feira (2), com busca por títulos livres de risco”, disse, acrescentando que os Estados Unidos tendem a receber esse fluxo.

Esse processo, segundo ele, tende a valorizar a moeda americana. “Pode haver uma apreciação do dólar, ou seja, podemos ter um dólar mais caro no Brasil e também no mundo.”

Bolsas e países emergentes sob pressão

Fard afirmou que a reação negativa pode atingir principalmente mercados emergentes. “Podemos ter as bolsas perdendo um pouco de fôlego, especialmente em emergentes, como é o nosso caso.”

Segundo ele, o Brasil vinha recebendo recursos externos e registrando sucessivos recordes na bolsa, mas esse fluxo pode se inverter caso o cenário de risco se intensifique.

Efeito do petróleo

O impacto mais disseminado, na visão do especialista, viria de um eventual choque de oferta de petróleo. “Isso afeta o preço dos combustíveis e, num movimento de curtíssimo prazo, afeta inflações.” Ele ressaltou que toda a cadeia econômica global é sensível ao custo energético, o que pode repercutir inclusive nas curvas de juros e nas decisões de política monetária.

Questionado sobre o tempo de transmissão desses efeitos para o consumidor, ele estimou um intervalo de semanas. “Estamos falando de 30 a 60 dias para que isso se desdobre”, disse, acrescentando que o barril saiu de cerca de US$ 60 no fim do ano passado para algo entre US$ 72 e US$ 73 nas últimas semanas, movimento que já representa uma precificação antecipada.

O especialista também vinculou a tensão atual a disputas estratégicas envolvendo grandes potências e rotas energéticas. Segundo ele, há correlações entre decisões recentes relacionadas à Venezuela, ao Irã e à dinâmica de oferta de petróleo pesado necessário para refinarias norte-americanas.

Veja também: Petróleo a US$ 90? Ataque dos EUA e Israel contra o Irã deve acelerar preço da commodity nas próximas semanas

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