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Consumo de energia sobe 4,1% e residencial bate recorde histórico em janeiro, diz EPE

Publicado 02/03/2026 • 16:52 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Demanda nacional alcança 49.104 GWh e registra terceira alta consecutiva.
  • Consumo residencial dispara 8,6% e supera indústria pela quarta vez.
  • Mercado livre cresce 33,5% em número de consumidores após abertura.
O consumo de energia elétrica no Brasil atingiu 49.104 gigawatts-hora (GWh) em janeiro de 2026, um avanço de 4,1% na comparação com janeiro de 2025, marcando a terceira alta consecutiva no indicador, segundo dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O consumo de energia elétrica no Brasil atingiu 49.104 gigawatts-hora (GWh) em janeiro de 2026, um avanço de 4,1% na comparação com janeiro de 2025, marcando a terceira alta consecutiva no indicador, segundo dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Entre as regiões, o Sul liderou a expansão (+7,7%), seguido por Centro-Oeste (+5,4%), Norte (+4,6%), Sudeste (+3,0%) e Nordeste (+2,6%).

O maior impulso veio do segmento residencial, que registrou crescimento de 8,6%, alcançando 16.989 GWh – novo recorde histórico para a classe. O desempenho foi atribuído às ondas de calor e ao clima mais seco, que elevaram o uso de equipamentos de climatização. Foi a quarta vez que o consumo das residências superou o da indústria.

O setor comercial também apresentou desempenho robusto, com alta de 6,4%, somando 9.352 GWh, o maior nível já registrado desde o início da série histórica da EPE, em 2004. Além das temperaturas elevadas e da menor precipitação, a EPE destacou a atividade favorável nos setores de comércio e serviços como fator de sustentação do crescimento.

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Em sentido oposto, a indústria consumiu 1,3% menos energia, totalizando 15.794 GWh. De acordo com a EPE, a retração foi observada em 26 dos 37 setores monitorados, e, entre os dez segmentos mais eletrointensivos, sete registraram queda no consumo.

A metalurgia foi a principal responsável pelo recuo industrial, com redução de 287 GWh, equivalente a uma queda anual de 6,8%, impactada sobretudo pelos segmentos de siderurgia e ferroligas. Em seguida, o setor de Produtos Químicos contribuiu com diminuição de 115 GWh, retração de 7,2%, influenciada pela hibernação de uma unidade de cloro-soda em Alagoas.

Entre os ramos industriais, a indústria automotiva apresentou a maior queda percentual (-9,1%), o que corresponde a uma redução de 49 GWh. Também registraram retração os setores de Produtos de Metal (-4,4%), Têxteis (-3,0%), Produtos de Borracha e Material Plástico (-2,4%) e Produtos de Minerais Não-Metálicos (-0,9%). Na contramão, apenas Extração de Minerais Metálicos (+13,6%), Papel e Celulose (+5,7%) e Produtos Alimentícios (+3,6%) ampliaram a demanda por eletricidade.

Avanço do mercado livre acelera

No recorte por ambiente de contratação, o mercado regulado, atendido diretamente pelas distribuidoras, respondeu por 56,8% do consumo nacional, o equivalente a 27.900 GWh, com crescimento de 4,2% ante janeiro de 2025. O avanço foi acompanhado por aumento de 1,9% no número de consumidores. O Sul liderou a expansão regional (+9,4%), enquanto o Norte apresentou a maior alta no número de consumidores cativos (+4,0%).

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Já o mercado livre, no qual o consumidor pode escolher seu fornecedor, representou 43,2% do consumo nacional, somando 21.204 GWh. O segmento registrou crescimento de 4,0% no consumo e expressiva alta de 33,5% no número de consumidores frente a janeiro de 2025. O Norte foi a região com maior expansão de consumo (+6,6%) e também liderou o crescimento no número de consumidores livres, com avanço de 45,2%.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que 10 mil consumidores devem migrar para o mercado livre ao longo de 2026. Desde a abertura do mercado para todos os consumidores atendidos em alta tensão (grupo A), em janeiro de 2024, cerca de 45 mil consumidores já realizaram a migração, reforçando a tendência de expansão do ambiente livre no País.

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