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Ibovespa B3 fecha quase estável, puxado por Petrobras em dia de tensão no Oriente Médio
Publicado 02/03/2026 • 18:05 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/03/2026 • 18:05 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O Ibovespa B3 fechou quase estável, com leve alta na sessão desta segunda-feira (2) de 0,28%, aos 189.307,02 pontos, com ganho de 520,04 pontos, em um pregão marcado por forte volatilidade.
O índice chegou a retomar o patamar dos 190 mil pontos durante o dia, atingindo a máxima de 190.110,43 pontos às 16h34, mas perdeu força na reta final diante do aumento da aversão ao risco global.
O movimento refletiu diretamente a escalada das tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que passaram a dominar o humor dos mercados internacionais e influenciar commodities, câmbio e bolsas ao redor do mundo.
O principal vetor do pregão foi o agravamento do conflito no Oriente Médio. O aumento das hostilidades após ataques envolvendo forças americanas e alvos iranianos elevou o temor de uma escalada regional mais ampla, levando investidores a migrar para ativos de proteção.
Segundo Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, o cenário geopolítico mudou rapidamente o sentimento do mercado após um início de ano extremamente positivo para os ativos brasileiros.
“Em apenas dois meses, janeiro e fevereiro, a bolsa brasileira já subiu metade do que avançou no ano passado inteiro. O fluxo estrangeiro praticamente dobrou o observado em todo o ano anterior, o que explica a valorização recente do mercado e a queda do dólar”, afirmou.
O especialista destaca que o aumento das tensões começou quando os Estados Unidos iniciaram movimentações diplomáticas e militares na região, culminando em ataques ao Irã e rápida retaliação iraniana contra países vizinhos.
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O fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo, elevou imediatamente os preços da commodity e impulsionou empresas do setor energético.
“Naturalmente, o petróleo sobe com a restrição de oferta. Por isso vemos petroleiras como Petrobras, Prio, Brava Energia e PetroRecôncavo avançando e sustentando o Ibovespa B3”, explicou Correia.
O movimento também aumentou a busca global por ativos defensivos, com ouro e prata em alta e maior cautela nas bolsas internacionais.
Para Jason Vieira, economista-chefe da Leve Asset, o principal fator agora é a duração da crise.
“Os impactos de curto prazo são inevitáveis. O fechamento do Estreito de Ormuz gera pressão inflacionária e eleva o petróleo, mas o rumo dos ativos depende de quanto tempo o conflito vai durar”, afirmou em entrevista ao Times Brasil.
Segundo ele, embora o petróleo suba no curto prazo, o cenário de longo prazo permanece incerto. Uma eventual mudança estrutural no Irã poderia até ampliar a oferta global no futuro, pressionando os preços para baixo.
Vieira ressalta que o Brasil vive uma dinâmica dupla: o país se beneficia da valorização das commodities e da entrada de capital estrangeiro via carry trade, mas enfrenta riscos inflacionários decorrentes da alta da energia — fator monitorado pelo governo, especialmente em ano eleitoral.
O avanço do petróleo foi determinante para o desempenho da bolsa brasileira no dia. Entre as maiores altas, PRIO3 disparou 5,12%, de acordo com dados do TradeMap, acompanhando a forte valorização do barril no exterior após o fechamento do Estreito de Ormuz.
No mesmo movimento, PETR3 subiu 4,63% e PETR4 avançou 4,58%, refletindo a expectativa de maior receita para as petroleiras em um cenário de restrição de oferta global.
BRAV3 ganhou 2,84%, também impulsionada pela dinâmica positiva das commodities energéticas, enquanto B3SA3 avançou 3,30%, beneficiada pelo aumento da volatilidade e pelo maior volume financeiro negociado na bolsa.
Maiores altas do Ibovespa B3
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Prio | PRIO3 | 5,12 | 57,28 |
| Petrobras | PETR3 | 4,63 | 44,71 |
| Petrobras | PETR4 | 4,58 | 41,13 |
| PetroRecôncavo | RECV3 | 3,33 | 12,73 |
| B3 | B3SA3 | 3,30 | 18,49 |
| Raízen | RAIZ4 | 3,17 | 0,65 |
| Brava Energia | BRAV3 | 2,84 | 19,17 |
Na ponta negativa, o movimento foi concentrado em papéis mais sensíveis ao ciclo doméstico e aos juros. BRKM5 recuou 3,55%, acompanhando a volatilidade das commodities e o impacto indireto da alta do petróleo sobre custos industriais.
MULT3, com queda de 2,10%, e RADL3, que recuou 2,39%, sentiram o peso do avanço dos juros, já que empresas ligadas a varejo e shoppings tendem a ser mais penalizadas quando o custo do dinheiro sobe e o investidor reduz exposição a ativos domésticos.
Maiores baixas do Ibovespa B3
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Braskem | BRKM5 | -3,55 | $9,25 |
| Multiplan | MULT3 | -3,10 | $34,11 |
| Marcopolo | POMO4 | -2,91 | $6,68 |
| Usiminas | USIM5 | -2,41 | $6,90 |
| RaiaDrogasil | RADL3 | -2,39 | $24,48 |
| CSN | CSNA3 | -2,32 | $8,42 |
| Minerva | BEEF3 | -2,30 | $5,10 |
O especialista Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, analisou o fechamento do mercado, destacando a resiliência do Ibovespa B3. Segundo ele, o dia foi marcado por uma forte volatilidade global decorrente da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especificamente envolvendo ataques entre os Estados Unidos e o Irã.
Corleta explicou que o risco de interrupção no Estreito de Ormuz, por onde escoa 30% do petróleo mundial, provocou uma disparada nos preços da commodity, beneficiando diretamente empresas como Petrobras e Prio.
Durante sua participação, Corleta enfatizou que o cenário atual é de “risk-off”, caracterizado pela fuga de ativos de risco e busca por moedas de proteção. “O impacto imediato desse conflito é uma expectativa de busca por proteção“, afirmou o sócio da Brazil Wealth, alertando que a persistência das disrupções logísticas pode alimentar a inflação global e adiar possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve.
No âmbito doméstico, o analista descreveu um nítido movimento de rotação de carteiras dentro do índice. Enquanto as exportadoras de commodities saltaram devido ao câmbio e aos preços do petróleo, o setor financeiro apresentou um desempenho misto, com o Itaú recuando 1,54%.
Corleta justificou que o investidor está “desmontando posições em ativos domésticos” para se proteger através das commodities metálicas e energéticas, que possuem maior sensibilidade a um dólar mais forte. Ele concluiu que, embora o Ibovespa B3 tenha se mantido no terreno positivo, o sentimento de cautela deve prevalecer enquanto o cenário no Estreito de Ormuz não apresentar uma definição clara.
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