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Conflito no Oriente Médio

Mortos no Irã sobem para 787 com ataques de EUA e Israel; 30 mil são deslocados no Líbano

Publicado 03/03/2026 • 10:18 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Crescente Vermelho confirma 787 mortos nos ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã em três dias de conflito.
  • Grupo de direitos humanos Hengaw estima que número real de mortos no Irã pode ter chegado a 1.500 no terceiro dia.
  • Pelo menos 30 mil pessoas foram deslocadas no Líbano após Israel responder a ataques do Hezbollah com ofensiva terrestre.
Crescente Vermelho do Irã

Foto: IFRC and IFRC Middle East and North Africa

Busca por pessoas nos escombros de Teerã após ataques dos EUA e Israel

O número de mortos no Irã em decorrência dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel subiu para 787, segundo atualização do Crescente Vermelho Iraniano divulgada nesta terça-feira (3).

O dado representa um aumento superior a 40% em relação ao balanço anterior da organização humanitária, e o conflito segue se espalhando pela região.

Leia também: Petróleo Brent ultrapassa US$ 82 com guerra no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz

Grupos de direitos humanos apontam números ainda maiores no Irã

O Crescente Vermelho Iraniano contabilizou 1.039 ataques em 504 localidades diferentes ao longo dos três dias de conflito. No entanto, o grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, estima que apenas no terceiro dia o número de mortos pode ter chegado a pelo menos 1.500 — incluindo 200 civis e 1.300 membros das forças iranianas.

A divergência entre os números reflete a dificuldade de apuração em zonas de conflito ativo e a opacidade das autoridades iranianas sobre o impacto real dos bombardeios no território.

Crescente Vermelho do Irã
Foto: IFRC and IFRC Middle East and North Africa
Crescente Vermelho do Irã

30 mil deslocados no Líbano enquanto Israel avança no país

Com o conflito se alastrando para além das fronteiras do Irã, o Líbano vive uma nova crise humanitária. O Hezbollah, grupo militante apoiado por Teerã, lançou mísseis e drones contra Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano. A resposta israelense veio com pesados ataques aéreos e uma incursão terrestre.

Segundo as Nações Unidas, pelo menos 30 mil pessoas foram deslocadas no país. Babar Baloch, porta-voz da agência da ONU para refugiados, afirmou que estimativas conservadoras indicam que quase 30 mil pessoas já foram acolhidas e registradas em abrigos, enquanto muitas outras foram forçadas a dormir em seus carros à beira das estradas.

Israel autoriza avanço das forças terrestres no Líbano

Nesta terça-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovaram o avanço das Forças de Defesa de Israel para a tomada de áreas adicionais no Líbano. O objetivo declarado é impedir o lançamento de novos foguetes contra assentamentos israelenses na região de fronteira.

A escalada representa uma nova fase do conflito, que começou com os ataques ao Irã e agora ameaça desestabilizar de forma mais ampla o Oriente Médio — com impacto direto sobre os mercados globais de energia, como reflete a alta expressiva no preço do petróleo nesta semana.

‘O fogo consumirá o mundo inteiro’, diz ministro do Irã

O Ministério das Relações Exteriores do Irã lançou um apelo à comunidade internacional. “Eles precisam parar a guerra. Nós não a começamos. Nossa escolha foi a diplomacia”, afirmou o porta-voz Esmaeil Baghaei, em declaração que mistura defesa da posição iraniana com um alerta de escalada global.

Baghaei responsabilizou EUA e Israel pelo agravamento do conflito e advertiu que as consequências não ficarão restritas ao Oriente Médio. “O processo que se iniciou em breve consumirá a Europa. O fogo, aceso pelos EUA e pelo regime sionista, consumirá o mundo inteiro”, disse o chanceler, que também cobrou uma posição mais firme do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, o órgão tem “o dever claro e importante de condenar a agressão contra o Irã” e de identificar os responsáveis pelos ataques.

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