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Irã atinge Catar: gás na Europa dispara e favorece exportadoras dos EUA

Publicado 03/03/2026 • 15:46 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Catar suspende produção de GNL após ataques iranianos; país responde por cerca de 20% da oferta global.
  • Futuros do gás natural na Europa sobem mais de 80% diante da redução da oferta.
  • Exportadores dos EUA operam no limite, mas ganham com flexibilidade para redirecionar cargas.

Foto: Unsplash.

A interrupção da produção de gás natural liquefeito (GNL) do Catar, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, abriu espaço para exportadores dos Estados Unidos no mercado global de energia.

O país do Golfo, responsável por cerca de 20% da oferta mundial de GNL, suspendeu a produção após ataques iranianos a instalações estratégicas, em retaliação aos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel. A medida ocorre em paralelo ao fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota para exportações de petróleo e gás da região.

Segundo dados da consultoria Kpler, o Catar é o segundo maior exportador global de GNL, atrás apenas dos EUA.

“Estamos vendo uma contração aguda na oferta global de GNL”, afirmou Alex Munton, especialista da Rapidan Energy. “A oferta encolheu 20% e isso deixa o mercado em déficit.”

Leia também: Irã ameaça atacar todos os centros econômicos do Oriente Médio e levar o petróleo a US$ 200

Reação do mercado

As ações da Cheniere e da Venture Global, dois dos principais produtores americanos, acumulam alta de cerca de 7% e 24% na semana, respectivamente.

Na Europa, os contratos futuros do gás natural avançaram mais de 80%, o que reflete a disputa por cargas em um cenário de menor oferta.

“O motivo da alta é que a Europa agora precisa competir com a Ásia por volumes de GNL que compensariam a perda do fluxo catariano”, afirmou Matt Smith, analista da Kpler.

Capacidade limitada

Os Estados Unidos exportaram cerca de 108 milhões de toneladas de GNL no ano passado. De acordo com Munton, os produtores operam próximos da capacidade máxima, o que limita um aumento imediato de produção.

Ainda assim, os contratos americanos não possuem destinos fixos, o que permite redirecionamento conforme a demanda.

“Os volumes podem ser enviados para onde a necessidade for maior”, disse Munton. “Foi o que ocorreu após a invasão russa da Ucrânia, quando a Europa recorreu ao GNL dos EUA.”

Michael Sabel, CEO da Venture Global, afirmou que o país terá papel relevante durante a disrupção.

“Com a maior capacidade incremental disponível do mundo, os Estados Unidos terão papel crítico nesta interrupção histórica do mercado”, disse. “A Venture Global está pronta para ajudar a manter o mercado abastecido.”

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Pressão adicional sobre a Europa

Além da perda do suprimento do Catar, a Europa se prepara para implementar a proibição legislativa ao gás russo por gasoduto e ao GNL da Rússia, com início previsto para 18 de março.

Para a Rapidan Energy, o Estreito de Ormuz pode permanecer fechado por duas a quatro semanas, com retomada gradual das operações.

Munton avalia que o continente enfrenta um cenário de forte pressão energética.

“A Europa ainda não havia superado completamente a crise iniciada com a invasão da Ucrânia. Agora enfrenta outra”, afirmou.

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