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‘Trump não arruma a bagunça que criou’, diz Trevisan sobre conflito no Oriente Médio
Publicado 09/03/2026 • 21:08 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/03/2026 • 21:08 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Sobre a ausência de plano estratégico de Donald Trump, o economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que “Trump não arruma a bagunça que criou, pois ele decretou que já alcançou todos os objetivos na guerra do Irã e que pode terminar o conflito a qualquer momento, mas ninguém sabe exatamente por que essa guerra foi feita”.
O professor caracteriza o republicano como um presidente midiático e reforça que o custo está alto para o eleitor médio que lida com o orçamento contado.
A ascensão de Mojtaba Khamenei ao posto de sucessor do líder supremo reflete a força do Irã profundo nas decisões nacionais. Trevisan explicou que “a escolha de Mojtaba representa um aval à sobrevivência do regime e à política do pai, sendo ele o esteio da guarda revolucionária que é a base de sustentação do governo iraniano”.
Apesar de pertencer a uma nova geração, sua liderança assegura a manutenção do regime conservador e neutraliza as tentativas de moderação propostas pela classe média urbana e pelos empresários locais.
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A crise energética atual gera uma acentuada subida na bomba de combustíveis, o que pressiona a inflação em escala global. O especialista alertou que “o preço da gasolina é explosivo em qualquer lugar, especialmente nos Estados Unidos, onde uma alta de 10% no combustível implica subir o valor de tudo e faz com que a economia norte-americana sinta esse peso”.
Diante de uma inflação de 50% no território iraniano e o preço do barril de petróleo subindo, o setor de consumo já registra uma perda de venda em serviços populares de alimentação.
Benjamin Netanyahu é identificado como um dos maiores entraves políticos para a interrupção definitiva das operações militares na região. Leonardo Trevisan analisou que “o entrave maior para Trump talvez não esteja no Irã, mas com Netanyahu, que precisa de um clima de guerra para poder chegar na eleição de outubro e ganhar”. O premiê israelense busca evitar julgamentos na Suprema Corte de seu país, utilizando a internacionalização do conflito como uma estratégia de sobrevivência pessoal para não perder seu cargo e sua liberdade.
O governo de Teerã demonstrou resiliência após os bombardeios recentes, mantendo a estrutura do regime em pé e operacional. O professor observou que “o Irã está absolutamente onde ele sempre esteve e a guerra unificou o nacionalismo xiita, dando uma razão de ser ao regime que pagou uma conta pesada para sobreviver aos ataques”.
Mesmo inserida em um contexto radicalizado, a nova cúpula de poder iraniana deve focar em remontar defesas e consolidar o controle militar para desencorajar novas intervenções de Israel ou das forças ocidentais.
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