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Ibovespa sobe com força da Petrobras e alívio no varejo após dados de inflação
Publicado 11/03/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/03/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (11) em leve alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, garantindo uma valorização de 522,35 pontos. O desempenho do índice brasileiro foi marcado por uma lateralização ao longo do dia, conseguindo se descolar do sinal negativo das bolsas de Nova York.
A sustentação do indicador veio, majoritariamente, do peso das commodities, que compensaram a cautela global com o cenário geopolítico e os novos dados de inflação nos Estados Unidos.
O foco dos investidores internacionais esteve voltado para o CPI (índice de preços ao consumidor) norte-americano, que registrou alta de 0,3% em fevereiro, vindo exatamente em linha com as expectativas. Apesar de não trazer surpresas negativas, o dado reforçou a percepção de que o Federal Reserve terá pouco espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo, especialmente com o petróleo pressionado.
Nicolas Gass, estrategista da GT Capital, observa que o cenário foi de cautela: “Se não fosse pela Petrobras e por outras empresas ligadas ao setor, provavelmente estaríamos vendo o Ibovespa em queda. O principal fator que influencia o mercado são as tensões envolvendo a guerra e todos os desdobramentos desse conflito”.
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A dinâmica do petróleo segue ditada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que continua impactando o fluxo global de transporte. Como resposta, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram, de forma unânime, em liberar 400 milhões de barris de reservas emergenciais. A medida visa atenuar a escalada da commodity, que chegou a tocar os US$ 119 (cerca de R$ 618, na cotação atual) recentemente e agora busca estabilização.
No cenário doméstico, a força da economia real apareceu nas vendas do varejo, que subiram 0,4% em janeiro, superando as projeções e trazendo um viés positivo para o crescimento do PIB no início de 2026.
Entretanto, o mercado corporativo lidou com notícias densas no setor de consumo e infraestrutura. A Raízen e o Grupo Pão de Açúcar oficializaram pedidos de recuperação extrajudicial, levantando discussões sobre reestruturação de dívidas bilionárias.
Sobre a Raízen, Gass pontua que o processo busca evitar medidas drásticas contra credores: “Uma das principais alternativas seria a conversão de parte da dívida em equity, ou seja, transformar dívida em ações. Isso reduz o passivo e dá mais fôlego para a companhia sem precisar aplicar um corte severo sobre os investidores”.
Maiores altas do Ibovespa
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Petrobras | PETR3 | 4,89 | R$ 48,94 |
| Petrobras | PETR4 | 4,36 | R$ 44,80 |
| Cury | CURY3 | 4,13 | R$ 37,30 |
| Lojas Renner | LREN3 | 3,02 | R$ 15,68 |
| Braskem | BRKM5 | 2,38 | R$ 12,04 |
| Smart Fit | SMFT3 | 2,24 | R$ 19,16 |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | 1,89 | R$ 2,70 |
| Direcional | DIRR3 | 1,58 | R$ 14,75 |
| Azzas | AZZA3 | 1,49 | R$ 27,93 |
| Totvs | TOTS3 | 1,19 | R$ 37,57 |
As petroleiras foram as grandes protagonistas do pregão, servindo como porto seguro para o índice. A PETR3 liderou as altas com avanço de 4,89%, enquanto a PETR4 subiu 4,36%, impulsionadas pela valorização do barril e pela expectativa de margens mais folgadas.
Outros destaques positivos incluíram a CURY3, com alta de 4,13%, e a LREN3, que subiu 3,02% após os dados de varejo melhores que o esperado.
Maiores baixas do Ibovespa
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Raízen | RAIZ4 | -5,77 | R$ 0,49 |
| Marfrig | MBRF3 | -4,24 | R$ 16,47 |
| Cosan | CSAN3 | -2,29 | R$ 5,97 |
| Allos | ALOS3 | -2,14 | R$ 30,23 |
| Auren | AURE3 | -2,06 | R$ 11,91 |
| CSN | CSNA3 | -1,93 | R$ 7,13 |
| Localiza | RENT4 | -1,93 | R$ 44,84 |
| Telefônica | VIVT3 | -1,88 | R$ 41,30 |
| IRB | IRBR3 | -1,77 | R$ 56,10 |
| Vamos | VAMO3 | -1,52 | R$ 3,90 |
Na ponta oposta, o setor de varejo alimentar e logística sofreu com os anúncios de reestruturação. A RAIZ4 despencou 5,77%, refletindo o desconforto dos investidores com o endividamento da companhia.
A MBRF3 perdeu 4,24% e a CSAN caiu 2,29%, enquanto a ALOS3 encerrou em baixa de 2,14%.
O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em estabilidade, com leve variação positiva de 0,04%, cotado a R$ 5,159.
A moeda operou em um intervalo estreito, com máxima de R$ 5,183 e mínima de R$ 5,147, refletindo o “compasso de espera” dos mercados globais diante da ausência de novos fatos bombásticos sobre o conflito no Oriente Médio.
Bruno Shahini, especialista da Nomad, explica que a sustentação da divisa em patamares elevados deve-se à busca global por proteção. “A alta do dólar frente ao real reflete o ambiente de maior cautela internacional. O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária americana, com redução das apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Isso se reflete na abertura das taxas longas dos Treasuries, contribuindo para sustentar o dólar globalmente”, afirma o especialista.
O especialista Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, analisou o fechamento do mercado como um dia de aparente calmaria na superfície, mas com uma dinâmica interna bastante agitada. Segundo ele, o mercado operou em “passo de espera”, com a Petrobras puxando o índice para cima, enquanto a Vale e o setor financeiro atuaram como contrapeso negativo.
A análise destacou que o cenário global continua dominado pela crise no Irã, com o petróleo Brent subindo 5% mesmo após o anúncio da liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas pelo G7. Para Corleta, essa é uma “medida tampão” que não altera a estrutura de oferta e demanda, servindo apenas para sinalizar a preocupação das grandes potências com o rali energético.
Ele alertou que a alta acumulada de 60% no gás natural na Europa e de 45% na gasolina nos EUA impõe um peso severo sobre o sentimento da atividade econômica global e alimenta as projeções de inflação.
Por fim, o sócio da Brazil Wealth explicou a volatilidade da Raízen após o anúncio de sua recuperação extrajudicial. Corleta observou que o mercado oscila entre ver o “copo meio cheio” — ganho de fôlego financeiro para renegociar dívidas sufocantes — e o “copo meio vazio” — o receio de que este seja o prelúdio de uma recuperação judicial (RJ) com diluição massiva dos acionistas.
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