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Ibovespa fecha em alta e encerra sequência de seis quedas com decisão da Selic, ignorando ruídos políticos
Publicado 30/04/2026 • 17:15 | Atualizado há 19 minutos
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Publicado 30/04/2026 • 17:15 | Atualizado há 19 minutos
KEY POINTS
Reprodução/Canva
A cautela internacional devido à guerra no Oriente Médio empurram o Ibovespa para baixo no pregão desta terça-feira (28).
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em alta de 1,64% aos 187.772 pontos, em linha com o avanço do mercado global. É a primeira sessão de ganhos do índice na semana após uma sangria de seis sessões consecutivas.
A sessão de alta acontece na sequência de um evento inédito na política nacional. Porém, por mais que a rejeição de Jorge Messias ao STF seja um fato histórico e que terá consequências políticas importantes, hoje o desempenho dos ativos locais é totalmente explicado pelo cenário externo, avalia Rafael Ihara, economista-chefe da Meraki Capital.
“Petróleo em queda está causando um alívio nos juros globais com recuperação das bolsas e continua a tendência de dólar fraco global. Desde o início do conflito, o petróleo tem sido soberano, tanto comunicação dos BCs quanto dados econômicos ficam secundários”, ele diz.
Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, aponta que o mercado brasileiro acompanhou um melhor humor ao longo do dia, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras e da Braskem.
Para a próxima semana, “O foco se volta ao fluxo de balanços, que tende a movimentar a bolsa”. Segundo ele, a estratégia seguiria mais defensiva, com preferência por setores como energia elétrica e bancos.
Entre os destaques da sessão, maior alta veio da Braskem, com avanço de 9,91% aos R$ 9,43. Depois, vem os ganhos da Usiminas (9,07%) aos R$ 8,30, da Prio (6,15%), aos R$ 66,48 e Petrobras (4,63%), aos R$ 54,66.
Já entre as perdas, o maior recuo veio da Cyrela (-12,11%), aos R$ 23,37. Depois, as colocações mais baixas vieram da Hapvida (-11,00%), aos R$ 12,50, Cury (-8,70%) aos R$ 29,89 e Yduqs (-6,76%), aos R$ 9,79.
Segundo Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, o cenário externo contribuiu para o ânimo dos investidores, especialmente com a descompressão das moedas emergentes e o recuo do dólar: “O dólar vem em queda e isso é um movimento estrutural desde o início do governo Trump, pois os países buscam diversificar reservas. Investidores procuram commodities e outros ativos fora do mercado americano devido à instabilidade gerada por Washington, o que favorece o real em dias de estabilização geopolítica”, disse em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“O Google entregou o melhor trimestre de sua história, mas o mercado agora está com o pé no freio em relação aos preços. Se as avenidas de crescimento em Inteligência Artificial não superarem as expectativas ou mostrarem gastos excessivos e margens baixas, como vimos em preocupações com Meta e Microsoft, os investidores tendem a punir essas empresas de trilhões de dólares”, explicou
A expectativa agora se volta para a Apple, que enfrenta desafios de percepção sobre sua capacidade de inovação frente aos concorrentes. “A Apple vem sendo questionada pelo atraso na integração da IA em seus sistemas e pela falta de novidades nos iPhones. Se ela mostrar receitas fracas ou perda de market share fora dos EUA, o mercado não vai perdoar. As ações não acompanharam o rali recente do S&P 500, que teve o melhor abril desde a pandemia, o que evidencia esse receio”, detalhou.
No cenário doméstico, a recuperação da Vale e as movimentações no setor de saúde chamaram a atenção do mercado antes da intensificação da temporada de balanços. “Vimos a Vale recuperar força após cair 6% e os bancos se posicionando para a próxima semana. Um destaque raro foi a Hapvida, que teve alta expressiva após um investidor ativista conquistar cadeiras no conselho. É uma tentativa estratégica de reverter a sequência de perdas que a empresa vem sofrendo”, afirmou.
“O mercado aguarda novidades que possam trazer ainda mais alívio para as bolsas e dar ânimo aos ativos de risco. Com a temporada de balanços ganhando tração no Brasil, o foco se volta para a rentabilidade das companhias locais em meio à Selic ainda elevada”, concluiu.
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