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Bolsas de NY: Wall Street fecha sem direção única com pressão do petróleo e novos ataques no Estreito de Ormuz

Publicado 11/03/2026 • 18:18 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O Dow Jones recuou influenciado pela alta do petróleo, enquanto o Nasdaq teve leve ganho impulsionado pela subida de 9% nas ações da Oracle.
  • O petróleo subiu mais de 4% após novos ataques a navios mercantes, mesmo com a liberação recorde de 400 milhões de barris das reservas globais.
  • A inflação ao consumidor (CPI) nos EUA ficou em 2,4% ao ano, vindo exatamente conforme o esperado pelo mercado financeiro.

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Bolsas de Nova York

O mercado acionário de Nova York encerrou a quarta-feira (11) com desempenhos divergentes, em uma sessão marcada pelo retorno da pressão nos preços das commodities energéticas e pela tensão militar no Oriente Médio.

Apesar de o índice de inflação ao consumidor (CPI) ter vindo dentro das expectativas, as incertezas sobre o abastecimento global de combustível voltaram a ditar o ritmo dos negócios.

O Dow Jones registrou queda de 0,61%, fechando aos 47.417,27 pontos. O S&P 500 apresentou uma variação negativa marginal de 0,08%, aos 6.775,80 pontos, enquanto o Nasdaq conseguiu uma leve alta de 0,08%, encerrando aos 22.716,14 pontos, sustentado pelo setor de tecnologia.

Petróleo sobe 4% apesar de liberação recorde de reservas

O preço do barril de petróleo voltou a subir com força, ignorando o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas — a maior operação desse tipo na história.

O mercado demonstrou ceticismo quanto à eficácia da medida para suprir a falta de derivados refinados, como combustível de aviação, que dependem da passagem pelo Estreito de Ormuz.

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O petróleo WTI avançou mais de 4%, sendo negociado próximo a US$ 87 (cerca de R$ 487, na cotação atual), enquanto o Brent subiu para o patamar de US$ 92 (R$ 515).

A alta foi alimentada por novos relatos de que três navios de carga foram atingidos por projéteis na costa do Irã, agravando o risco logístico na região.

Inflação em linha e destaques corporativos

No campo macroeconômico, o CPI de fevereiro registrou uma alta de 2,4% na comparação anual, exatamente o que os economistas previam.

Embora o dado traga um alívio momentâneo sobre a trajetória dos preços, o temor de que o conflito prolongado mantenha os custos de energia elevados no médio prazo continua a pressionar as projeções de lucros das empresas.

No setor corporativo, as ações da Oracle foram o grande destaque positivo, saltando 9%. A companhia superou as expectativas de receita e lucro no terceiro trimestre fiscal e elevou suas previsões de faturamento para 2027, oferecendo um suporte essencial para que o índice Nasdaq evitasse fechar no terreno negativo.

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