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Confederação de caminhoneiros volta atrás após reunião e suspende apoio à greve

Publicado 18/03/2026 • 07:15 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • CNTTL recua e pede suspensão da greve de caminhoneiros após marcar reunião com a Secretaria-Geral da Presidência da República
  • Confederação de caminhoneiros abre canal de diálogo para discutir piso mínimo de frete e multas por descumprimento
  • Entidade havia manifestado apoio às mobilizações no mesmo dia, mas voltou atrás assim que conseguiu o encontro com o governo
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Confederação de caminhoneiros recua e pede suspensão de greve após abrir canal de diálogo com ministro Guilherme Boulos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) fez uma guinada de posição na noite desta terça-feira (17). A entidade, que horas antes havia manifestado apoio às mobilizações de caminhoneiros pelo País, pediu a suspensão da paralisação aprovada por autônomos de Santos (SP), após agendar reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

“Somos a favor das pautas prioritárias dos caminhoneiros, mas defendemos a suspensão desse movimento, porque conseguimos um canal de diálogo com a Secretaria-Geral da Presidência da República”, afirmou o presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte.

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Pautas levadas ao governo

Na agenda do encontro com Boulos, os caminhoneiros querem discutir o fim da emissão de fretes abaixo do piso mínimo estabelecido em lei. A entidade também pede a aplicação de multas para transportadoras que descumprirem o valor mínimo, com possível cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).

O aumento do preço do diesel está entre os gatilhos da insatisfação do setor. Foi justamente esse contexto que levou a CNTTL a, inicialmente, manifestar solidariedade às mobilizações em curso no País.

Virada de posição

A mudança de postura veio rápido. Assim que o encontro com o governo foi confirmado, a confederação de caminhoneiros reverteu o apoio publicamente. “A CNTTL reforça que qualquer movimento paredista que por ventura acontecer não terá o seu apoio”, disse a entidade em nota.

A paralisação havia sido aprovada por caminhoneiros autônomos de Santos e encontrava respaldo em parte do setor, diante da insatisfação com os preços do combustível e com o descumprimento do piso mínimo de frete por parte de empresas contratantes.

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