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Correios devem receber aporte do governo federal em 2027, diz ministra da Gestão
Publicado 18/03/2026 • 08:39 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/03/2026 • 08:39 | Atualizado há 3 meses
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A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou nesta terça-feira (17) que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027. A medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.
“Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27”, disse a ministra.
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Além do aporte, Dweck sinalizou que os Correios avaliam uma nova captação de empréstimo. “Mas eles estão vendo eventualmente algum complemento de empréstimo, isso que está sendo estudado”, afirmou.
Segundo a ministra, mesmo com novo crédito, o aporte da União continuará sendo parte da equação de recuperação financeira da estatal. “Por isso é parte da equação também”, explicou.
Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) abriu espaço para que os Correios captem mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União.
O financiamento de R$ 12 bilhões faz parte do plano de reestruturação da estatal, depois que cinco bancos apresentaram propostas de financiamento. A ideia original era captar R$ 20 bilhões, mas o Tesouro Nacional não autorizou o valor diante das taxas de juros propostas.
“O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. A gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada”, explicou o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, ao detalhar o plano no final do ano passado.
O plano de reestruturação dos Correios prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de mil agências, de um total de cerca de 5 mil unidades. A companhia também vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) com meta de reduzir 15 mil funcionários em até dois anos, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos.
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