CNBC
Estreito de Ormuz

CNBCFrança está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz

Mundo

Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75% e cita guerra com Irã como fator de incerteza

Publicado 18/03/2026 • 15:18 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Fed manteve juros entre 3,5% e 3,75% por 11 votos a 1, em decisão já esperada pelo mercado
  • Banco central citou a guerra com o Irã como fator de incerteza, com impacto potencial sobre inflação via petróleo
  • Autoridade monetária ainda projeta cortes à frente, mas sinaliza maior cautela com inflação elevada e cenário geopolítico

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu nesta quarta-feira (18), manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%, em decisão amplamente esperada pelo mercado.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votou por 11 votos a 1 pela manutenção dos juros, em meio a um cenário de inflação ainda elevada, sinais mistos no mercado de trabalho e incertezas associadas à guerra no Oriente Médio.

No comunicado, o Fed destacou que os desdobramentos do conflito com o Irã seguem como um fator relevante para o cenário econômico.

“As implicações dos desdobramentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas”, afirmou a autoridade monetária.

Leia também: Juros a 14,75% no radar: como a queda esperada afeta a economia real e o bolso dos brasileiros

Apesar do ambiente mais desafiador, o banco central voltou a sinalizar expectativa de cortes de juros à frente. As projeções dos dirigentes indicam um corte ainda neste ano e outro em 2027, embora sem indicação clara de timing.

Entre os membros do comitê, sete passaram a prever manutenção dos juros ao longo de 2026, reforçando a leitura de maior cautela diante do cenário inflacionário e geopolítico.

O Fed também elevou sua projeção de inflação para este ano, agora em 2,7%, ao mesmo tempo em que manteve a expectativa de convergência para a meta de 2% nos anos seguintes.

A decisão ocorre em meio a pressões políticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a condução da política monetária e a defender cortes de juros, aumentando a tensão entre a Casa Branca e o banco central.

Sinalização mais dovish

Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o principal destaque da decisão está nas projeções do Fed.

“A decisão em si não surpreende ninguém. Mas o que chamou atenção foi o dot plot, as projeções dos membros do FOMC, que vieram mais dovish do que o mercado esperava”, afirma.

Segundo ele, a mudança indica mais espaço para cortes.

“A projeção mediana para o fim de 2026 caiu de 3,4% pra 3,1%. Isso significa que o comitê agora enxerga espaço pra dois cortes de 0,25 p.p. até o final do ano, quando antes projetava apenas um”, diz.

Leia também: Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75% e cita guerra com Irã como fator de incerteza

Na leitura do executivo, o Fed está mais atento ao crescimento do que à inflação no curto prazo.

“A leitura é a seguinte: apesar da guerra no Irã e do petróleo perto de US$ 100, o Fed está sinalizando que a desaceleração da economia americana pesa mais na balança do que o risco inflacionário de curto prazo”, afirma.

Para o Brasil, o efeito pode aliviar a condução da política monetária.

“Se o Fed sinaliza mais cortes nos EUA, o diferencial de juros fica mais confortável pro Banco Central brasileiro conduzir o ciclo de queda da Selic com menos pressão cambial”, diz.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Mundo

;