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Juros a 14,75% no radar: como a queda esperada afeta a economia real e o bolso dos brasileiros
Publicado 17/03/2026 • 22:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/03/2026 • 22:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mercado financeiro trabalha com a expectativa de que o Banco Central inicie nesta quarta-feira (18) um ciclo de cortes na taxa Selic, com redução de 0,25 ponto percentual, em meio a sinais de inflação mais controlada. Para entender o que isso significa na prática, especialmente para quem não acompanha os detalhes técnicos da economia, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC ouviu três economistas sobre os impactos no dia a dia do brasileiro.
Para Filipe Ferreira, sócio-consultor da CTW Consultoria, o impacto direto no crédito ainda demora a aparecer, mas há efeitos indiretos relevantes. “A redução dos juros começa a aquecer a economia, com mais empresários investindo, mais projetos saindo do papel e mais dinheiro circulando”, afirmou.
Segundo ele, esse movimento tende a gerar mais emprego e aumento de renda, que é o principal canal de impacto no curto e médio prazo. Já a queda nos juros de financiamentos, como carro e imóvel, deve ocorrer apenas com cortes mais intensos ao longo do tempo.
Na avaliação de Alex André, economista e head de Corporate Access da MZ Group, o efeito também ocorre de forma gradual. “No curto prazo, o brasileiro ainda não vai sentir um crédito mais barato, mas a tendência é que os bancos passem a oferecer taxas mais competitivas ao longo do tempo”, disse.
Ele explica que, com juros menores, o consumidor passa a gastar menos com juros e tem mais dinheiro disponível, o que estimula o consumo. “Isso aquece o comércio de forma mais sustentável, com crédito mais acessível para financiar carro, casa e outras compras”, acrescentou.
Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, pondera que o impacto imediato será praticamente inexistente. “Um corte de 0,25 ponto percentual mal deve ser percebido no balcão. O crédito continua caro, no maior nível da série histórica, e isso não muda com esse ajuste inicial”, afirmou.
Segundo ele, financiamentos, cartão de crédito e cheque especial devem seguir praticamente no mesmo patamar, sem alívio relevante no curto prazo. “O impacto direto sobre a população é praticamente nulo”, resumiu.
Para Filipe Ferreira, a inflação continua sendo o principal fator por trás das decisões do Banco Central. “A taxa de juros é o remédio amargo para conter a inflação, e o BC só começa a cortar quando entende que os preços estão sob controle”, disse.
Ele destacou que a expectativa de corte indica que a autoridade monetária já enxerga um cenário mais favorável, embora fatores como o câmbio e o nível de gastos do governo ainda influenciem. “Se o governo controla melhor as contas e o dólar ajuda, isso facilita a queda dos juros e o controle da inflação”, afirmou.
Na visão de Alex André, a inflação ainda preocupa, principalmente por fatores externos. “Choques como o petróleo podem pressionar os preços, especialmente em um cenário de juros mais baixos”, disse. Para ele, o comportamento da inflação depende não apenas de fatores internos, mas também do cenário global, o que pode limitar o ritmo de cortes da Selic.
Já André Galhardo avalia que, apesar dos riscos, o quadro atual é relativamente confortável. “O IPCA está em 3,81% em 12 meses, um nível baixo para o padrão brasileiro e inferior ao observado em outros momentos de crescimento econômico”, afirmou.
Ele destaca que o país vive um processo de desinflação, com os preços ainda subindo, mas em ritmo menor. “O problema é que os preços partiram de um patamar muito alto após a pandemia, o que faz a população ainda sentir o custo de vida elevado”, explicou. Ainda assim, segundo ele, a inflação deve seguir controlada ao longo do ano, mesmo com possíveis pressões externas.
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