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Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75% e cita guerra com Irã como fator de incerteza
Publicado 18/03/2026 • 15:18 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/03/2026 • 15:18 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu nesta quarta-feira (18), manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%, em decisão amplamente esperada pelo mercado.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votou por 11 votos a 1 pela manutenção dos juros, em meio a um cenário de inflação ainda elevada, sinais mistos no mercado de trabalho e incertezas associadas à guerra no Oriente Médio.
No comunicado, o Fed destacou que os desdobramentos do conflito com o Irã seguem como um fator relevante para o cenário econômico.
“As implicações dos desdobramentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas”, afirmou a autoridade monetária.
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Apesar do ambiente mais desafiador, o banco central voltou a sinalizar expectativa de cortes de juros à frente. As projeções dos dirigentes indicam um corte ainda neste ano e outro em 2027, embora sem indicação clara de timing.
Entre os membros do comitê, sete passaram a prever manutenção dos juros ao longo de 2026, reforçando a leitura de maior cautela diante do cenário inflacionário e geopolítico.
O Fed também elevou sua projeção de inflação para este ano, agora em 2,7%, ao mesmo tempo em que manteve a expectativa de convergência para a meta de 2% nos anos seguintes.
A decisão ocorre em meio a pressões políticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a condução da política monetária e a defender cortes de juros, aumentando a tensão entre a Casa Branca e o banco central.
Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o principal destaque da decisão está nas projeções do Fed.
“A decisão em si não surpreende ninguém. Mas o que chamou atenção foi o dot plot, as projeções dos membros do FOMC, que vieram mais dovish do que o mercado esperava”, afirma.
Segundo ele, a mudança indica mais espaço para cortes.
“A projeção mediana para o fim de 2026 caiu de 3,4% pra 3,1%. Isso significa que o comitê agora enxerga espaço pra dois cortes de 0,25 p.p. até o final do ano, quando antes projetava apenas um”, diz.
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Na leitura do executivo, o Fed está mais atento ao crescimento do que à inflação no curto prazo.
“A leitura é a seguinte: apesar da guerra no Irã e do petróleo perto de US$ 100, o Fed está sinalizando que a desaceleração da economia americana pesa mais na balança do que o risco inflacionário de curto prazo”, afirma.
Para o Brasil, o efeito pode aliviar a condução da política monetária.
“Se o Fed sinaliza mais cortes nos EUA, o diferencial de juros fica mais confortável pro Banco Central brasileiro conduzir o ciclo de queda da Selic com menos pressão cambial”, diz.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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