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Empresas perdem controle dos custos com tecnologia e FinOps vira resposta do mercado

Publicado 19/03/2026 • 11:34 | Atualizado há 22 minutos

KEY POINTS

  • FinOps une finanças e operações de TI para mapear e controlar gastos com nuvem, automação e inteligência artificial que crescem em tempo real nas empresas
  • Disciplina surgiu há cerca de dez anos e ganhou força com a alta da Selic, quando investidores passaram a exigir retorno mais rigoroso sobre investimentos em tecnologia
  • Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC e IBM promovem primeiro FinOps Exchange para reunir executivos em torno do controle de custos tecnológicos
Times Brasil licenciado exclusivo CNBC e IBM promovem primeiro FinOps Exchange para reunir executivos em torno do controle de custos tecnológicos

Divulgação

Times Brasil licenciado exclusivo CNBC e IBM promovem primeiro FinOps Exchange para reunir executivos em torno do controle de custos tecnológicos

A tecnologia já é um dos principais custos das empresas. E, ao contrário do passado, esse gasto não é mais pontual: cresce em tempo real, impulsionado pela expansão da nuvem, da automação e da inteligência artificial. O problema é que muitas companhias ainda não sabem exatamente quanto estão gastando, nem onde. É para resolver esse descontrole que o FinOps, disciplina que une finanças e operações de tecnologia, ganhou força no mercado corporativo.

O tema foi o centro do primeiro FinOps Exchange, promovido pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC em parceria com a IBM, que reuniu executivos para discutir como evitar desperdícios tecnológicos que, em muitos casos, já superam todos os outros custos da operação.

Leia também: Controle de custos, eficiência na nuvem e inovação; saiba o que aconteceu no FinOps Exchange 2026

O problema que ninguém via

Na nuvem, o custo depende do uso e pode crescer sem que a empresa perceba. Alexandre Hoffmann, Automation Sales & Tech Leader na IBM, explica que o desafio começou como uma questão de governança técnica, mas logo passou a impactar diretamente as finanças. “Cada serviço que você consome tem um custo atrelado”, afirmou.

A comparação feita durante o evento ilustra bem o problema: é como terceirizar serviços gerais de uma empresa e pagar por limpeza de calha num edifício comercial sem calha. “Muitos empresários têm feito isso com serviços de inteligência artificial, automação e nuvem, contratando uma série de recursos sem necessidade e por puro desconhecimento”, disse Hoffmann.

Uma metodologia que nasceu na prática

O FinOps, cujo nome vem da junção de “finanças” e “operações”, surgiu há cerca de dez anos como uma tentativa de equilibrar o técnico e o financeiro dentro das empresas. Segundo Hoffmann, as primeiras iniciativas nem tinham nome formal: eram profissionais que buscavam o ponto de equilíbrio entre os dois mundos. A metodologia se consolidou nos últimos cinco ou seis anos e segue evoluindo.

Marcelo Costa, IBM Apptio Latam Sales Leader, destaca que a prática vai além de cortar gastos. “Essa mudança de como se adquire e consome tecnologia exige dar visibilidade de cada custo dentro do consumo de nuvem para os responsáveis pelas contas dentro da empresa, além de saber dividir essa conta da forma mais justa possível”, afirmou.

Selic alta acelerou a adoção

O ambiente macroeconômico também contribuiu para o avanço do FinOps no Brasil. Para Gustavo Tortoza, Head de FinOps do Ouribank, a alta da taxa Selic foi um divisor de águas. “O investidor quer o seu retorno de volta. As empresas foram ficando mais cautelosas e o FinOps foi ganhando força”, disse.

Daniel Saule, FinOps & IT Governance Manager da Núclea, reforça que a disciplina ultrapassou o universo da tecnologia. “Usar a nuvem é um alavancador de negócio hoje. E ter FinOps para te ajudar nisso é indispensável, porque ele não fala só de tecnologia. Ele é um parceiro de negócio para alavancar resultado”, afirmou.

De função informal a comunidade global

Em muitas empresas, a área de FinOps nem existe formalmente. Foi surgindo na prática, conforme os custos cresciam e exigiam controle. Hoje, o movimento já ultrapassou as organizações e virou discussão global, com uma comunidade internacional dedicada exclusivamente ao tema.

Rodolfo Silva, Latam Community Director da FinOps Foundation, destaca que o ponto de partida é simples. “O importante é começar a aderir a essa prática e colocar o FinOps dentro da sua empresa no dia a dia”, disse. Para quem quer iniciar, a fundação mantém conteúdos e uma rede de troca de experiências acessíveis pelo site finops.org.

Agora, o mercado exige execução

Ricardo Kenji, especialista em automação de TI e FinOps Brasil, resume o momento atual com uma palavra: execução. “Passamos quase três anos namorando com a eficiência e a otimização. Hoje, precisamos realmente dar resultados”, afirmou. Para ele, a pergunta que orienta o FinOps agora é direta: o que cada real investido em infraestrutura representa para o cliente final e para os resultados do negócio?

A tendência, segundo os especialistas presentes no evento, é que o FinOps se torne cada vez mais presente nas organizações à medida que a tecnologia deixa de ser apenas suporte e passa a impactar diretamente o resultado financeiro.

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