Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Empresas perdem controle dos custos com tecnologia e FinOps vira resposta do mercado
Publicado 19/03/2026 • 11:34 | Atualizado há 22 minutos
Tóquio nega virada na política sobre Taiwan após alerta de inteligência americana
Receita da Alibaba fica abaixo das estimativas, com queda de 66% no lucro líquido
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais
Petróleo Brent atinge US$ 119 e preços do gás na Europa disparam após ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã
Trump suspende lei marítima por 60 dias para conter volatilidade no petróleo
Publicado 19/03/2026 • 11:34 | Atualizado há 22 minutos
KEY POINTS
Divulgação
Times Brasil licenciado exclusivo CNBC e IBM promovem primeiro FinOps Exchange para reunir executivos em torno do controle de custos tecnológicos
A tecnologia já é um dos principais custos das empresas. E, ao contrário do passado, esse gasto não é mais pontual: cresce em tempo real, impulsionado pela expansão da nuvem, da automação e da inteligência artificial. O problema é que muitas companhias ainda não sabem exatamente quanto estão gastando, nem onde. É para resolver esse descontrole que o FinOps, disciplina que une finanças e operações de tecnologia, ganhou força no mercado corporativo.
O tema foi o centro do primeiro FinOps Exchange, promovido pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC em parceria com a IBM, que reuniu executivos para discutir como evitar desperdícios tecnológicos que, em muitos casos, já superam todos os outros custos da operação.
Leia também: Controle de custos, eficiência na nuvem e inovação; saiba o que aconteceu no FinOps Exchange 2026
Na nuvem, o custo depende do uso e pode crescer sem que a empresa perceba. Alexandre Hoffmann, Automation Sales & Tech Leader na IBM, explica que o desafio começou como uma questão de governança técnica, mas logo passou a impactar diretamente as finanças. “Cada serviço que você consome tem um custo atrelado”, afirmou.
A comparação feita durante o evento ilustra bem o problema: é como terceirizar serviços gerais de uma empresa e pagar por limpeza de calha num edifício comercial sem calha. “Muitos empresários têm feito isso com serviços de inteligência artificial, automação e nuvem, contratando uma série de recursos sem necessidade e por puro desconhecimento”, disse Hoffmann.
O FinOps, cujo nome vem da junção de “finanças” e “operações”, surgiu há cerca de dez anos como uma tentativa de equilibrar o técnico e o financeiro dentro das empresas. Segundo Hoffmann, as primeiras iniciativas nem tinham nome formal: eram profissionais que buscavam o ponto de equilíbrio entre os dois mundos. A metodologia se consolidou nos últimos cinco ou seis anos e segue evoluindo.
Marcelo Costa, IBM Apptio Latam Sales Leader, destaca que a prática vai além de cortar gastos. “Essa mudança de como se adquire e consome tecnologia exige dar visibilidade de cada custo dentro do consumo de nuvem para os responsáveis pelas contas dentro da empresa, além de saber dividir essa conta da forma mais justa possível”, afirmou.
O ambiente macroeconômico também contribuiu para o avanço do FinOps no Brasil. Para Gustavo Tortoza, Head de FinOps do Ouribank, a alta da taxa Selic foi um divisor de águas. “O investidor quer o seu retorno de volta. As empresas foram ficando mais cautelosas e o FinOps foi ganhando força”, disse.
Daniel Saule, FinOps & IT Governance Manager da Núclea, reforça que a disciplina ultrapassou o universo da tecnologia. “Usar a nuvem é um alavancador de negócio hoje. E ter FinOps para te ajudar nisso é indispensável, porque ele não fala só de tecnologia. Ele é um parceiro de negócio para alavancar resultado”, afirmou.
Em muitas empresas, a área de FinOps nem existe formalmente. Foi surgindo na prática, conforme os custos cresciam e exigiam controle. Hoje, o movimento já ultrapassou as organizações e virou discussão global, com uma comunidade internacional dedicada exclusivamente ao tema.
Rodolfo Silva, Latam Community Director da FinOps Foundation, destaca que o ponto de partida é simples. “O importante é começar a aderir a essa prática e colocar o FinOps dentro da sua empresa no dia a dia”, disse. Para quem quer iniciar, a fundação mantém conteúdos e uma rede de troca de experiências acessíveis pelo site finops.org.
Ricardo Kenji, especialista em automação de TI e FinOps Brasil, resume o momento atual com uma palavra: execução. “Passamos quase três anos namorando com a eficiência e a otimização. Hoje, precisamos realmente dar resultados”, afirmou. Para ele, a pergunta que orienta o FinOps agora é direta: o que cada real investido em infraestrutura representa para o cliente final e para os resultados do negócio?
A tendência, segundo os especialistas presentes no evento, é que o FinOps se torne cada vez mais presente nas organizações à medida que a tecnologia deixa de ser apenas suporte e passa a impactar diretamente o resultado financeiro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
França está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz
2
‘Empresa que descumprir tabela do frete será proibida de contratar novos fretes’, diz ministro; veja empresas que não cumprem piso mínimo
3
‘Dono do Master é Tanure’ e Vorcaro era ‘pau-mandado’, diz gestor à CPI do Crime Organizado
4
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais
5
Após anos de atritos, Nubank é aceito na Febraban e passa a integrar núcleo do setor bancário