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Guerra no Irã abala o mercado de IPOs mais movimentado do mundo
Publicado 20/03/2026 • 09:30 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 20/03/2026 • 09:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto por INDRANIL MUKHERJEE / AFP
Passageiros passam de carro em frente ao prédio da Bolsa Nacional de Valores (NSE) em Mumbai, em 24 de fevereiro de 2022.
A volatilidade global está ameaçando uma série de listagens bilionárias na bolsa de valores da Índia, atualmente o mercado de IPOs (Ofertas Públicas Iniciais) mais ativo do mundo.
A decisão do aplicativo de pagamentos PhonePe, anunciada na última segunda-feira, de interromper seus planos de abertura de capital, ressaltou a crescente pressão no país. O apetite dos investidores enfraqueceu diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Os índices de referência indianos já caíram mais de 12% desde janeiro, com a maior parte da queda ocorrendo nas últimas semanas. A guerra no Irã desencadeou choques na oferta de energia e no comércio global, elevando o risco de desaceleração do crescimento e prejudicando os lucros corporativos.
A desvalorização da rúpia frente ao dólar oferece pouco alívio. Segundo dados da depositária de valores mobiliários NSDL, investidores institucionais estrangeiros já venderam mais de US$ 8 bilhões em ações apenas este mês.
De acordo com especialistas, este ambiente de aversão ao risco drenou a liquidez do mercado primário, reduzindo as chances de os IPOs alcançarem as avaliações premium que tornavam a abertura de capital atraente.
Diversas startups indianas dos setores de tecnologia e consumo — incluindo a PhonePe (apoiada pelo Walmart), o aplicativo de entregas rápidas Zepto, a gigante do e-commerce Flipkart e a rede hoteleira Oyo — adiaram seus planos devido a divergências de valuation (avaliação de mercado), segundo Samir Bahl, CEO de banco de investimento da Anand Rathi Advisors.
Em dezembro, a Zepto havia protocolado confidencialmente seu pedido de IPO, planejando captar mais de US$ 1,2 bilhão em novos capitais. A Oyo, que conta com o apoio do Softbank, fez o mesmo no mesmo mês, de acordo com a Reuters. Tanto a Oyo quanto a Flipkart não responderam aos pedidos de comentário.
Em resposta à CNBC, a Zepto afirmou que sua posição “permanece consistente com as orientações anteriores, sujeita às regulamentações de mercado”. Como o processo é confidencial, os detalhes exatos não são claros, mas um porta-voz informou que a empresa planeja lançar o IPO por volta de junho.
Já um porta-voz da PhonePe reiterou que a empresa pausou temporariamente sua listagem devido aos “conflitos geopolíticos atuais e à volatilidade do mercado”.
IPOs de grande porte, como os da bolsa NSE, da empresa de telecomunicações Reliance Jio e da SBI Mutual Fund, devem prosseguir “assim que as condições melhorarem”, disse Bahl, acrescentando que “o momento e o preço exigirão uma calibração cuidadosa”.
A Reliance Jio, maior operadora de telecomunicações da Índia, planeja seu IPO para o primeiro semestre de 2026 e está em processo de contratação de bancos, segundo a Reuters. A NSE, maior bolsa do país, anunciou em 12 de março a nomeação de 20 bancos de investimento para coordenar sua oferta.
“A atividade de IPOs e outras captações na Índia tem sido reflexo do nível do mercado”, explicou Mahesh Nandurkar, chefe de pesquisa e estrategista para a Índia da Jefferies. Ele acrescentou que o ritmo desacelerou drasticamente desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro.
Corretoras globais também reduziram suas expectativas:
Ambas as instituições citam o impacto da disparada dos preços do petróleo e os choques de oferta decorrentes das tensões no Oriente Médio.
Nos últimos dois anos, o mercado primário da Índia fervilhava, liderando os rankings globais com 367 IPOs em 2025, segundo o relatório Global IPO Trends 2025 da EY.
No entanto, o desempenho recente decepcionante afastou os pequenos investidores (varejo) e os de alto patrimônio (HNI). Das 11 empresas que abriram capital desde o início do ano, oito estão sendo negociadas abaixo do preço de lançamento.
“Os investidores de varejo e HNIs estão fugindo do mercado e só retornarão quando virem uma melhora acentuada nos retornos”, afirmou Shouvik Purkayastha, diretor administrativo de banco de investimento da Nuvama.
Com a saída dos estrangeiros, os investidores institucionais domésticos assumiram o controle dos preços. Eles têm exigido negociações rígidas e avaliações competitivas, dificultando a vida das empresas que buscam captações vultosas no curto prazo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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