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CNBCTrump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã

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Mundo nunca viu margens de refino tão altas, diz CEO da TotalEnergies em meio à guerra

Publicado 24/03/2026 • 18:15 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • CEO afirma que margens de refino atingiram níveis inéditos, com impacto maior nos preços finais do que o próprio petróleo.
  • Conflito já tira 15% da produção da empresa e ameaça elevar gás na Europa para até US$ 40/MMBtu.
  • TotalEnergies abandona eólica offshore nos EUA e redireciona US$ 1 bilhão para petróleo e gás.
A guerra envolvendo o Irã já começa a impactar diretamente a indústria global de energia, com efeitos que vão além do petróleo bruto e atingem com força os derivados, segundo o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné.

A guerra envolvendo o Irã já começa a impactar diretamente a indústria global de energia, com efeitos que vão além do petróleo bruto e atingem com força os derivados, segundo o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné.

Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que o mundo “nunca experimentou margens de refino nos níveis atuais”, destacando que o aumento nos preços de produtos derivados tem sido mais intenso do que a própria alta do petróleo.

Mesmo com cerca de 15% da produção da companhia fora de operação devido ao conflito, Pouyanné disse que a valorização do petróleo compensou as perdas.

Pressão sobre derivados e gás

Com o Brent acima de US$ 100 (R$ 528) por barril, o foco do mercado tem sido o petróleo, mas o executivo ressaltou que o impacto é ainda maior nos produtos refinados, que afetam diretamente os consumidores.

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Segundo ele, o mercado de derivados, incluindo combustível de aviação na Ásia, registra níveis historicamente elevados de margem. Além disso, cerca de 30% do comércio global de fertilizantes passa pelo Estreito de Ormuz, o que amplia os riscos para a cadeia agrícola.

A TotalEnergies, uma das principais empresas no mercado global de gás natural liquefeito (GNL), afirma conseguir manter o fornecimento para Europa e Ásia graças ao seu portfólio global diversificado.

No entanto, a situação pode se agravar. Após danos significativos em uma planta da QatarEnergy, que retiraram cerca de 20% da oferta global de GNL, os preços já começaram a subir.

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O gás natural na Europa girava em torno de US$ 18 (R$ 95,04) por milhão de BTU, mas, segundo Pouyanné, pode chegar a US$ 40 (R$ 211,20) durante o verão caso o conflito se prolongue.

Mudança de estratégia nos EUA

A companhia também anunciou uma mudança relevante em sua estratégia nos Estados Unidos. A TotalEnergies fechou um acordo de US$ 1 bilhão (R$ 5,28 bilhões) para abandonar projetos de energia eólica offshore e redirecionar os recursos para petróleo e gás.

Pouyanné afirmou que preferiu evitar disputas com o governo americano sobre licenças ambientais e destacou que, no atual contexto, a energia eólica offshore perdeu competitividade frente a alternativas mais baratas.

Prefiro alocar capital em tecnologias mais eficientes, que ofereçam eletricidade acessível aos consumidores”, disse o executivo.

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Ele acrescentou que, nos EUA, há ampla disponibilidade de gás, carvão e espaço para energia solar e eólica terrestre, tornando a geração offshore uma tecnologia marginal e pouco viável economicamente.

Expansão e novas parcerias

Apesar da mudança na eólica offshore, a empresa segue ampliando sua presença no país. Recentemente, firmou um contrato de 15 anos com o Google para fornecer energia renovável a data centers.

Pouyanné afirmou que outras grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Microsoft, também estão em conversas diretas com a companhia, reforçando o papel das empresas de energia como parceiras estratégicas no avanço da infraestrutura digital.

Segundo ele, essas companhias reconheceram que grupos como a TotalEnergies têm capacidade não apenas de investir, mas também de desenvolver projetos, operar ativos e negociar energia em escala global.

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