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Bank of America fecha acordo de R$ 381 milhões com vítimas de Jeffrey Epstein

Publicado 28/03/2026 • 20:49 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Banco concordou em pagar indenização a vítimas em ação coletiva por tráfico sexual ligado a Epstein.
  • Acordo ainda depende de aprovação judicial e não inclui admissão de culpa.
  • Caso se soma a outros acordos bilionários feitos por bancos como JPMorgan e Deutsche Bank.
O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões (R$ 381,4 milhões) para encerrar uma ação coletiva movida por vítimas de Jeffrey Epstein, que acusam o banco de ter facilitado a operação de tráfico sexual do financista.

O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões (R$ 381,4 milhões) para encerrar uma ação coletiva movida por vítimas de Jeffrey Epstein, que acusam o banco de ter facilitado a operação de tráfico sexual do financista.

O acordo foi apresentado em um tribunal federal de Nova York e ainda precisa ser aprovado pelo juiz Jed Rakoff, da Corte Distrital de Manhattan — procedimento considerado comum nesse tipo de caso. O banco não admitiu irregularidades.

Segundo os termos, a indenização será destinada a todas as mulheres que foram abusadas ou traficadas por Epstein ou por pessoas ligadas a ele entre 30 de junho de 2008 e 6 de julho de 2019. Os advogados afirmam que há ao menos 60 vítimas identificadas nesse período.

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Em nota, o Bank of America afirmou que, embora mantenha sua posição de que não facilitou crimes de tráfico sexual, decidiu pelo acordo para encerrar o caso e oferecer uma resolução às vítimas.

Esse é o quarto acordo firmado por grandes bancos em casos relacionados a Epstein. Em 2023, o JPMorgan Chase concordou em pagar US$ 290 milhões (R$ 1,5 bilhão) às vítimas e, separadamente, US$ 75 milhões (R$ 394,5 milhões) ao governo das Ilhas Virgens Americanas. No mesmo ano, o Deutsche Bank fechou acordo de US$ 75 milhões (R$ 394,5 milhões) com vítimas.

Assim como o Bank of America, o JPMorgan também não admitiu culpa. Já o Deutsche Bank reconheceu falhas ao admitir Epstein como cliente, afirmando ter aprendido com os erros.

A ação contra o Bank of America foi apresentada em outubro de 2025 e teve como autora principal uma mulher identificada como Jane Doe, cidadã russa que conheceu Epstein em 2011.

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De acordo com a denúncia, ela foi abusada sexualmente ao menos 100 vezes, incluindo estupro e coerção para atos com outras mulheres. O processo também afirma que Epstein utilizou o sistema financeiro para evitar fiscalização e expandir sua rede de exploração.

A acusação sustenta que o banco teria ajudado Epstein ao fornecer serviços financeiros, como transferências e saques, o que teria contribuído para manter e ampliar a operação criminosa.

O Bank of America, no entanto, nega todas as acusações, afirmando que não participou nem facilitou qualquer atividade ilegal ligada ao esquema.

O caso também menciona que o bilionário Leon Black teria pago cerca de US$ 170 milhões (R$ 894,2 milhões) a Epstein por supostos serviços financeiros, valores que teriam transitado por contas no banco.

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Epstein morreu em 2019, aos 66 anos, em uma prisão federal em Manhattan, semanas após ser preso por acusações de tráfico sexual de menores. Antes disso, ele já havia se declarado culpado, em 2008, por aliciar uma menor para prostituição na Flórida, cumprindo 13 meses de prisão.

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