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Fusão Paramount-Warner deve reforçar animações para competir com Disney e Universal
Publicado 28/03/2026 • 18:07 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 28/03/2026 • 18:07 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A futura combinação entre Paramount Skydance e o estúdio cinematográfico da Warner Bros. deve resultar em um portfólio robusto de franquias, mas com uma lacuna relevante no segmento de animação, considerado hoje um dos principais motores de bilheteria em Hollywood.
Embora a nova empresa – ainda sujeita à aprovação regulatória – reúna títulos de peso, como produções da DC, sequências de Minecraft, Sonic e o universo de O Senhor dos Anéis, especialistas apontam que faltam animações competitivas para enfrentar gigantes como Disney e Universal.
Na última década, tanto a Paramount quanto a Warner Bros. lançaram apenas oito animações cada nos cinemas. No mesmo período, a Paramount arrecadou cerca de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,8 bilhões) com esse tipo de filme, enquanto a Warner somou US$ 1,3 bilhão (R$ 6,8 bilhões) em bilheteria global.
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O desempenho contrasta com o de concorrentes. A Disney lançou 21 animações, acumulando US$ 14,1 bilhões (R$ 74,2 bilhões), enquanto a Universal chegou a 23 títulos, com receita de US$ 10,7 bilhões (R$ 56,3 bilhões). Já a Sony lançou 16 filmes, arrecadando US$ 4,6 bilhões (R$ 24,2 bilhões).
Além disso, apenas um filme animado da Paramount superou US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) globalmente – “Paw Patrol: The Mighty Movie” (2023) – e somente um da Warner Bros. ultrapassou US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) – “Lego Batman” (2017).
Especialistas destacam que o conteúdo voltado ao público familiar tem ganhado cada vez mais relevância. “O mercado de cinema funciona melhor quando há uma oferta diversificada, incluindo filmes voltados para crianças e famílias”, afirmou Shawn Robbins, diretor de análise da Fandango.
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Segundo ele, a animação desempenha papel central nesse equilíbrio, servindo como base tanto para os estúdios quanto para as redes de cinema.
A importância estratégica desse segmento se reflete também nos números recentes. Em 2025, Paramount e Warner responderam juntas por 27% da bilheteria doméstica, pouco abaixo dos 28% da Disney, reforçando a necessidade de ampliar competitividade.
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Siga o Times | CNBCPara Paul Dergarabedian, analista da Comscore, a fusão torna ainda mais urgente o investimento em animações. “É essencial direcionar recursos para desenvolver um portfólio robusto nesse segmento”, afirmou.
Nos últimos dois anos, filmes familiares com classificação PG têm liderado as bilheterias, superando produções PG-13 e R. Isso ocorre porque esses títulos conseguem atingir um público mais amplo, maximizando o potencial de arrecadação.
Outro diferencial das animações é o desempenho ao longo do tempo. Diferentemente de muitos filmes, que registram quedas de 50% a 70% na bilheteria após a estreia, animações tendem a manter receitas mais estáveis, impulsionadas pelo boca a boca.
Além da bilheteria, esses filmes geram receitas adicionais relevantes com licenciamento, produtos, streaming e outras fontes, aumentando seu valor estratégico.
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A nova empresa também conta com propriedades intelectuais importantes, como SpongeBob, Smurfs, Paw Patrol, Tartarugas Ninja e personagens da DC, que podem servir de base para expansão do portfólio.
Ainda assim, analistas ressaltam que será necessário equilibrar franquias consolidadas com novas produções originais, estratégia que tem garantido o sucesso de concorrentes como Disney e Universal.
Para especialistas, o desafio da nova companhia será não apenas ampliar essas marcas, mas também criar novas propriedades animadas capazes de disputar espaço em um mercado altamente competitivo e lucrativo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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