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CNBCEli Lilly fecha acordo bilionário para levar medicamentos desenvolvidos por IA ao mercado global

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Calendário econômico: payroll e guerra no Oriente Médio mantêm inflação no radar

Publicado 29/03/2026 • 20:53 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Payroll nos EUA, divulgado em pleno feriado, será o principal destaque da semana para os mercados globais.
  • Guerra no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz mantêm pressão inflacionária no radar dos investidores.
  • No Brasil, dados de inflação, emprego e atividade ajudam a calibrar expectativas para os próximos passos dos juros.

Calendário Econômico da Semana - Freepik

O calendário econômico entre 29 de março e 3 de abril traz os primeiros indicadores mais diretamente afetados pela guerra no Oriente Médio, em um ambiente ainda marcado pela alta do petróleo e pela incerteza sobre os próximos passos dos bancos centrais. Nos Estados Unidos, o destaque da semana será o mercado de trabalho, com atenção especial ao payroll de sexta-feira (3), divulgado em pleno feriado.

Apesar disso, a política monetária americana segue mais orientada pelo risco inflacionário do que pela dinâmica do emprego. Para Leandro Manzoni, analista de economia do InfoEconomics, o mercado de trabalho continua relevante, mas perdeu protagonismo diante da pressão dos preços. “O crescimento do mercado de trabalho segue dentro do mandato do Fed, mas ocupa um plano secundário diante da inflação”, afirma.

No Brasil, a agenda reúne dados de inflação, atividade, emprego e fiscal. O conjunto deve ajudar o mercado a medir o fôlego da economia doméstica e o espaço para continuidade do ciclo de cortes de juros em um cenário externo mais adverso.

Leia também: Conflito no Irã amplia riscos globais e pressiona economia mundial

Confira o calendário econômico da semana

DataPaísEvento/IndicadorProjeção/Referência
30/03BrasilIGP-M de marçoÚltimo dado: -0,73%
30/03BrasilResultado do Tesouro Nacional de fevereiroProjeção de déficit de cerca de R$ 30 bilhões
30/03EUADiscurso de Jerome PowellMercado busca sinais sobre inflação e juros
31/03Zona do EuroPrévia do CPI de marçoProjeção de alta de 1,9% para 2,8% em 12 meses
31/03BrasilResultado consolidado do setor públicoÚltimo primário: R$ 103,689 bilhões
31/03BrasilCaged de fevereiroProjeção de pouco mais de 300 mil vagas
01/04EUAADP de marçoÚltimo dado: 63 mil
02/04BrasilProdução industrial de fevereiroProjeção de alta de 0,2%
03/04EUAPayroll de marçoProjeção de criação líquida de 48 mil vagas

Payroll concentra atenção, mas inflação segue no centro da política do Fed

Nos EUA, a semana será marcada pela bateria de dados do mercado de trabalho, culminando na divulgação do payroll na sexta-feira. A expectativa é de recuperação parcial após o fechamento líquido de 92 mil vagas em fevereiro, com estimativa de criação de 48 mil novos postos em março.

Ainda assim, a leitura de mercado deve continuar mais concentrada nos efeitos inflacionários da guerra do que propriamente no emprego. Manzoni afirma que o foco central do Fed está hoje na inflação, diante da persistência do choque de energia e do risco de novos repasses para a economia americana. A OCDE, lembra ele, já projeta inflação de 4,2% nos Estados Unidos em 2026, bem acima da meta de 2%.

A semana também terá discursos de dirigentes do Fed, com destaque para Jerome Powell na segunda-feira (30), em um momento em que investidores tentam entender se o banco central americano seguirá priorizando o combate à inflação mesmo diante da desaceleração de alguns indicadores de atividade.

Brasil combina inflação, fiscal e emprego em semana cheia

No Brasil, a agenda começa com o IGP-M de março e o resultado do Tesouro Nacional. Para André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, o índice deve voltar a subir após a forte deflação de fevereiro, em meio à recomposição dos preços de commodities agrícolas e industriais pressionadas pelo conflito no Oriente Médio. Segundo ele, a alta esperada do IGP-M reforça um ambiente inflacionário mais sensível na margem.

No campo fiscal, a expectativa da Análise Econômica é de déficit de cerca de R$ 30 bilhões no governo central em fevereiro, após o superávit de aproximadamente R$ 87 bilhões em janeiro. Galhardo pondera, porém, que a reversão é esperada e não altera a leitura de um quadro ainda relativamente benigno para as contas públicas no curto prazo.

Na terça-feira (31), o mercado acompanha ainda o resultado consolidado do setor público e o Caged. A expectativa é de criação líquida de pouco mais de 300 mil vagas formais em fevereiro, abaixo dos quase 440 mil do mesmo mês do ano passado, mas ainda compatível com uma economia que desacelera sem sinais de ruptura mais forte no mercado de trabalho.

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Produção industrial e inflação europeia completam o radar

Na quinta-feira (2), a produção industrial brasileira de fevereiro deve avançar 0,2%, segundo a Análise Econômica. Para Galhardo, o resultado positivo não muda a tendência mais longa de perda de dinamismo da indústria, especialmente em um ambiente de juros ainda elevados e maior cautela do Banco Central.

No exterior, além do payroll, a prévia da inflação ao consumidor da zona do euro será um dos principais eventos da semana. A estimativa de Manzoni é de salto de 1,9% para 2,8% em 12 meses, refletindo o impacto da alta dos combustíveis provocada pela guerra. O dado deve ajudar a calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central Europeu.

Estreito de Ormuz segue como principal variável de risco

Mesmo com a agenda carregada, o foco central da semana continua sendo o desenrolar do conflito no Oriente Médio, especialmente a situação do Estreito de Ormuz. Para Manzoni, é esse impasse que continua condicionando as perspectivas de curto e médio prazo dos mercados financeiros. “O foco central da semana, contudo, permanece no desenrolar do conflito no Oriente Médio — especialmente na questão do Estreito de Ormuz”, afirma.

Segundo ele, o cenário-base do mercado é o de um conflito que mantém o barril ao redor de US$ 100 e gera pressão inflacionária, sem necessariamente provocar recessão imediata. O desfecho, porém, segue diretamente ligado à trajetória da escalada militar e à retomada (ou não) do fluxo petrolífero no Golfo Pérsico.

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