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Operações da PF

BRB tem semana decisiva para apresentar ao BC saída para rombo de R$ 8,8 bilhões

Publicado 30/03/2026 • 08:15 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • BRB enfrenta prazo do Banco Central para apresentar solução ao rombo de R$ 8,8 bilhões do caso Master
  • TCU aponta gestão temerária do BRB e irregularidades graves nas negociações bilionárias com o Banco Master
  • BRB negocia empréstimo de R$ 4 bilhões com FGC para cobrir prejuízos após veto do BC à compra do Master
Fachada o BRB em Brasília

Reuters

BRB

O Banco de Brasília (BRB) chega a esta semana diante de um prazo que pode definir o futuro da instituição. O banco precisa entregar ao Banco Central, junto com o balanço de 2025, uma solução concreta para cobrir os prejuízos acumulados nas transações com o Banco Master. O montante necessário para provisionamento é de R$ 8,8 bilhões, segundo o próprio BRB, mas o valor pode ser ainda maior.

Se o prazo não for cumprido, o BRB poderá ser alvo de sanções do regulador, agravando o quadro de insegurança que já envolve a instituição, que tem milhares de servidores públicos entre seus correntistas e cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais sob gestão. As informações são do colunista Fabio Graner, de O Globo.

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Histórico de um ano

A crise tem origem exata: 28 de março de 2025, quando o conselho do BRB aprovou, por volta das 13h, a intenção de adquirir 49% das ações ordinárias do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A negociação havia sido conduzida em sigilo por um grupo restrito batizado internamente de Grupo de Trabalho Vértice, apelidado de “GT secreto” nos corredores do banco.

A tentativa de compra terminou em setembro, quando o Banco Central negou a operação. A liquidação do Master em novembro foi seguida de revelações sobre uma série de indícios de fraudes nas operações entre as duas instituições.

Carteira fraudulenta

Em 2025, enquanto negociava a aquisição do Master, o BRB comprou R$ 12,1 bilhões em carteiras de crédito com indícios de fraudes, originadas por uma empresa apontada nas investigações como de fachada, a Tirreno. Ao descobrir as irregularidades, o BRB tentou substituir os ativos, recebendo R$ 10 bilhões em outros papéis, parte dos quais também apresentou problemas, ampliando o tamanho do rombo.

Mesmo diante das inconsistências, as duas instituições seguiram em negociação, apenas reduzindo o “perímetro” da operação, expressão utilizada para indicar que o BRB passara a negociar uma fatia menor do que a originalmente proposta.

TCU e gestão temerária do BRB

O Tribunal de Contas da União (TCU) referendou a leitura de que havia irregularidades no processo. Em relatório de inspeção feita no Banco Central, a área técnica da corte apontou “graves irregularidades, como a negociação de ativos bilionários sem comprovação de sua existência, ausência de análise detalhada, projeções financeiras com erros primários e exposição a riscos elevados sem estratégias adequadas de mitigação”.

O documento ainda afirma que “os gestores do BRB demonstraram falta de diligência e possível gestão temerária ao prosseguir com as negociações, mesmo diante de indícios de fraudes e reiterados pedidos de esclarecimentos do Banco Central”.

Os técnicos do TCU também criticaram a tentativa do governo do Distrito Federal de acionar a corte como instância recursal do BC para reverter o veto à operação. O relatório aponta possível violação aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, eficiência e economicidade.

BRB busca empréstimo de R$ 4 bilhões

Para cobrir o rombo, o BRB busca um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O processo foi iniciado pelo governador Ibaneis Rocha, que deixou o cargo no sábado (28), um ano após o início oficial das negociações com o Master. A tarefa de concluir o processo ficou com sua sucessora, Celina Leão (PP).

A Diretoria de Organização do Sistema Financeiro (Diorf) do Banco Central já demonstrava desconfiança desde as primeiras semanas da análise do pedido de autorização para a compra. Documentos revelam que o órgão fez requerimentos sucessivos por informações, a partir de 11 de abril, e recebeu respostas parciais, com inconsistências de dados, problemas nas projeções e ausência de elementos mínimos para a continuidade do exame, incluindo a não entrega do relatório conclusivo da due diligence.

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