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Operações da PF

Quem são os alvos da Operação Fallax? PF investiga fraudes contra a Caixa Econômica Federal

Publicado 25/03/2026 • 10:26 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • PF deflagra Operação Fallax para combater fraudes bancárias contra a Caixa, com 43 mandados de busca e 21 de prisão;
  • Esquema usava empresas de fachada e dados falsos para viabilizar saques indevidos e lavar dinheiro em bens de luxo e criptoativos;
  • Fraudes podem superar R$ 500 milhões, com bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e penas que podem ultrapassar 50 anos.
Operação da Polícia Federal

Divulgação/PF

Operação da Polícia Federal

Nesta quarta-feira (25), a Polícia Federal (PF) anunciou a Operação Fallax, “com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além da prática de estelionato e de lavagem de dinheiro”, conforme descrito pela PF.

Entre 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, estão os nomes de Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini.

Leia também: PF mira CEO da Fictor, Rafael Góis e ex-sócio na Operação Fallax

Operação Fallax

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que “a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos”.

Para isso, essas instituições financeiras contavam com funcionários para inserir dados falsos nos sistemas bancários, o que viabilizava saques e transferências indevidas.

Em seguida, os envolvidos convertiam os valores em bens de luxo e criptoativos, para dificultar o rastreamento. Os investigados podem responder pelos crimes de:

  • organização criminosa;
  • estelionato qualificado;
  • lavagem de dinheiro;
  • gestão fraudulenta;
  • corrupção ativa e passiva;
  • crimes contra o sistema financeiro nacional.

Se comprovada a realização de todos esses crimes, cada envolvido pode ter penas que, somadas, ultrapassam os 50 anos de cadeia.

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Grupo Fictor na mira da Polícia Federal

Assim como citado nesta matéria do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rafael Góis e seu ex-sócio, Luiz Phillippe Gomes Rubini, estão entre os alvos da Operação Fallax, embora ainda não se saiba se estão também na mira dos mandados de prisão.

Quem são Rafael Góis e Luiz Phillippe Gomes Rubini?

Conforme noticiado anteriormente, Rafael Góis começou sua carreira no mercado financeiro aos 16 anos. Ao longo de mais de 25 anos, atuou nos setores industrial, financeiro e imobiliário.

A fundação da Fictor aconteceu em 2007. Sob sua liderança, o grupo começou atuando com soluções tecnológicas até passar para atividades de logística e digitalização de processos corporativos.

Com o tempo, a empresa se tornou uma holding de participações em setores estratégicos, incluindo o de alimentos, infraestrutura e serviços financeiros.

Além disso, o Grupo Fictor também se expandiu internacionalmente. Nesse sentido, contavam com escritórios em Miami e Lisboa, ambos voltados para operações financeiras B2B, oferta de crédito e atração de investidores estrangeiros.

Luiz Phillippe Gomes Rubini, segundo o O Globo, era sócio de Rafael Góis e deixou a sociedade no fim de 2024. Enquanto esteve no Grupo Fictor, ajudou na expansão do grupo, sendo responsável pela prospecção de negócios e articulação institucional.

Ademais, Rubini atuava no mercado financeiro, na Faria Lima, e esteve no conglomerado durante a fase de crescimento acelerado, um período no qual os sócios acumularam riqueza.

Agora, a PF deve realizar o bloqueio e sequestro de bens imóveis, incluindo veículos e outros ativos financeiros de até R$ 47 milhões. De acordo com a PF, o intuito é descapitalizar os envolvidos da organização criminosa.

Por fim, as fraudes estão estimadas em mais de R$ 500 milhões. A Operação Fallax conta com a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas para continuar a investigação.

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