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Trump ameaça tirar EUA da Otan e classifica aliança como “tigre de papel”

Publicado 01/04/2026 • 07:31 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os comentários do presidente representam a mais recente ameaça aos aliados dos Estados Unidos, após a relutância destes em ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
  • Os aliados europeus veem a guerra dos EUA contra o Irã como uma guerra de escolha, e um conflito sobre o qual não foram consultados previamente.
  • Trump criticou duramente os aliados da OTAN por sua relutância em se envolverem nas operações EUA-Israel contra o Irã.

Divulgação/@TheWhiteHouse

Donald Trump em 27/03/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera retirar o país da Otan, classificando a aliança militar de 77 anos como um “tigre de papel”. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, publicada nesta quarta-feira (1º), Trump disse que a permanência americana no bloco está “além de reconsideração” após o fim do conflito com o Irã.

“Eu nunca fui convencido pela Otan. Sempre soube que era um tigre de papel, e Putin também sabe disso”, declarou.

As críticas ocorrem em meio ao impasse entre Washington e aliados europeus sobre a guerra contra o Irã. Trump se irritou com a recusa de países europeus em enviar navios de guerra para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás, atualmente sob controle iraniano — e em autorizar o uso de bases militares para ataques contra Teerã.

Leia também: Rubio diz que pode rever aliança com Otan após ‘decepção’ em guerra do Irã

Líderes europeus avaliam que qualquer tentativa de reabrir o estreito é altamente arriscada, sobretudo porque o Irã tem atacado navios-tanque de países considerados “não amigáveis”. Autoridades também veem o conflito como uma decisão unilateral dos EUA, iniciada no fim de fevereiro, sem consulta prévia aos aliados. Há ainda resistência a um novo envolvimento prolongado no Oriente Médio, após as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Trump interpreta a postura como traição. Segundo ele, os Estados Unidos estiveram ao lado dos aliados em outras frentes, como no apoio à Ucrânia. “Ucrânia não era nosso problema. Foi um teste, e nós estávamos lá por eles. Eles não estavam lá por nós”, afirmou ao Telegraph. O presidente disse ter esperado apoio “automático” à ofensiva contra o Irã.

Na terça-feira, Trump elevou o tom contra Reino Unido e França. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que a França não permitiu que aviões com suprimentos militares destinados a Israel sobrevoassem seu território. “A França foi MUITO inútil”, escreveu, acrescentando que os EUA “vão se lembrar”.

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Em outra mensagem, criticou o Reino Unido por não participar da “decapitação do Irã” e sugeriu que países afetados pela interrupção no fornecimento de combustível comprem dos Estados Unidos. “Construam alguma coragem tardia, vão até o estreito e simplesmente tomem”, escreveu.

Na entrevista, Trump voltou a atacar Londres, dizendo que o país “nem tem uma marinha” e que seus porta-aviões “não funcionavam”. Também criticou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao afirmar que ele prioriza “caros moinhos de vento que estão elevando os preços de energia”.

Starmer respondeu nesta quarta-feira que não mudará sua posição sobre a guerra. “Seja qual for a pressão, seja qual for o ruído, sou o primeiro-ministro britânico e preciso agir no interesse nacional”, declarou. Ele afirmou que não escolherá entre EUA e Europa, mas indicou que a relação com o continente é cada vez mais relevante, especialmente em defesa, segurança, energia e economia.

Outras autoridades americanas também sinalizaram uma possível revisão do papel dos EUA na Otan. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Washington terá de “reexaminar” a relação com a aliança após o fim da guerra com o Irã.

“Se a Otan é apenas sobre defendermos a Europa quando ela é atacada, mas nos negam o direito de usar bases quando precisamos, esse não é um bom arranjo”, afirmou à Al Jazeera.

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