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Ibovespa avança 2,71% com alívio global e esperança de início das negociações entre Irã e EUA
Publicado 31/03/2026 • 17:05 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 31/03/2026 • 17:05 | Atualizado há 3 meses
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O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (31), em alta de 2,71% aos 187.462 pontos, acompanhando pares globais. O movimento é um reflexo dos sinais de avanço nas tratativas pelo conflito entre os EUA e o Irã, que já se estende por cinco semanas.
O rali seguiu o rali das bolsas globais. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e S&P 500 avançaram 2,4% e 2,9%, respectivamente, enquanto o Nasdaq Composite ganhou 3,8% no pregão. Na europa, o sentimento otimismo foi o mesmo. O FTSE de Londres fechou em alta de 0,48%. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,31%. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,57%. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,11%.
Os investidores aceitaram a tomada de risco após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer a assessores que aceitaria encerrar as operações militares contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado. O movimento altista foi mantido mesmo após o Irã anunciar, menos de uma hora antes do encerramento do pregão, que empresas americanas passarão a ser “alvos legítimos” na região do Golfo a partir de 1º de abril.
“O Presidente americano apontou que irá reagir caso o custo de energia não recue, demonstrando uma preocupação sobre o risco do aumento prejudicar a rede de distribuição, o que puxaria a inflação e até a marcação dos preços dos títulos do Tesouro americano”, afirmou Douglas Tuíra, especialista em investimentos da Nexco.
A resposta do Irã veio rápido, na busca de acordo, acalmando os mercados. O Ibovespa avançou de forma consistente ao longo da sessão, com alta disseminada e sustentação pelas blue chips, refletindo um movimento de recomposição de risco. O gatilho foram os sinais concretos de desescalada no conflito, o que reduziu o prêmio de risco global e abriu espaço para queda dos juros locais, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
“Esse fechamento da curva deu suporte direto às ações domésticas mais sensíveis à atividade — varejo, educação e construção — que lideraram os ganhos”, acrescenta.
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Siga o Times | CNBCA maior alta veio da Natura, que disparou 12,99%, cotada a R$ 10,44, após a norte-americana Advent International fechar um acordo para comprar até 10% da fabricante brasileira de cosméticos. Depois, vem a Magalu, em alta de 9,63% aos R$ 8,77. Também figuraram nos destaques a Cosan, em alta de 6,11%, e a Hypera, aos 5,53%, segundo dados do Trademap.
No campo das baixas, tanto a Prio (-8,17%) quanto a Petrobras (-2,01%) cederam refletindo a cotação do barril de petróleo. A Marfrig (MRBF3) também figurou entre as baixas, com recuo de 3,09%.
O otimismo reflete a percepção de que ambos os países buscam uma saída diplomática para o impasse: “Estados Unidos e Irã vão vir com a narrativa de que os dois ganharam a guerra. Os EUA podem dizer que seus esforços militares foram atingidos e o Irã dirá que o regime continua de pé. O mercado ficou muito animado com a possibilidade de normalização dos preços de energia”, afirmou Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Mesmo com o petróleo Brent subindo 4,90% para US$ 118 (R$ 613,60), as ações da Petrobras recuaram, o que Artur Horta atribui a uma estratégia de rebalanceamento de carteiras: “Ocorre um movimento que chamamos de rotation. O investidor vende petroleiras que estavam sobrealocadas e compra ações cíclicas domésticas, como Magazine Luiza e Cyrela, que são as maiores beneficiadas se o conflito acabar e o ciclo de corte de juros for retomado”, explicou.
Sobre o fluxo de capital para mercados emergentes, o analista acredita em uma recuperação, embora com uma intensidade menor do que a vista anteriormente: “A tendência é que o fluxo estrangeiro volte para a bolsa brasileira porque as ações estão baratas, mas talvez não com aquele ímpeto de dezembro. O movimento estava exagerado, tanto que a Coreia do Sul chegou a ter Circuit Breaker na primeira semana do conflito”.
Por fim, Horta destacou que o Brasil passará a enfrentar uma concorrência mais acirrada pelos recursos globais com a estabilização externa: “Agora vamos competir com as ações americanas, especialmente as de inteligência artificial como Nvidia, ASML e TSMC, que ficaram amassadas pela volatilidade. O fluxo volta porque o mercado volta a tomar risco, mas o investidor do mundo inteiro agora vê oportunidades nessas gigantes tecnológicas”.
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