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Pressão por resultados e riscos jurídicos derrubam valor da Meta, mas recuperação é possível, diz especialista
Publicado 02/04/2026 • 12:47 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/04/2026 • 12:47 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A forte queda no valor de mercado da Meta nos últimos meses reflete uma combinação de fatores que vão além dos investimentos em inteligência artificial. Para Raphael Andrade, especialista em IA na IPNET by Vivo, o movimento atual é resultado de uma mudança na percepção do mercado, que passou a exigir resultados mais imediatos da companhia.
Segundo Andrade, o desempenho recente está ligado ao aumento dos gastos com infraestrutura e tecnologia. “A gente está vendo muito gasto com capex, com investimento em GPUs e infraestrutura de inteligência artificial, o que impacta diretamente a última linha de resultado”, afirmou nesta quarta-feira (1) ao Real Time, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que a empresa já perdeu US$ 310 bilhões (R$ 1,59 bilhão) em valor de mercado desde o início do ano, além de uma queda acumulada de 33% em relação ao pico recente registrado há cerca de oito meses.
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Na avaliação do especialista, o mercado mudou de postura. “O investidor agora quer resultado de curto prazo. Ainda existe muita promessa, mas agora tem essa pressão extra acontecendo”, disse.
Apesar da pressão, a inteligência artificial já traz efeitos concretos para o negócio. “22% da receita declarada da Meta já é diretamente atribuída à eficiência operacional com inteligência artificial”, afirmou Andrade.
Esse ganho está concentrado principalmente na área de anúncios, principal fonte de receita da companhia. Ao mesmo tempo, ele pondera que outras frentes, como o metaverso, seguem como apostas de longo prazo. “Ainda é uma aposta de longo prazo, ainda é mais uma promessa”, disse.
Além dos desafios operacionais, o especialista aponta que o ambiente regulatório e jurídico passou a pesar mais na avaliação da empresa. “Esse risco jurídico também é um impacto que os investidores institucionais observam”, afirmou.
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Ele citou a recente condenação da companhia nos Estados Unidos, com multa de US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão), relacionada a falhas na proteção de adolescentes. “Isso abre precedentes para ampliar esse tipo de condenação”, destacou.
Segundo Andrade, o problema não está apenas no valor das penalidades, mas no efeito acumulado. “O risco começa a aumentar quando o valor provisionado passa para a linha de passivos acumulados”, explicou.
Atualmente, o mercado considera saudável que esses passivos fiquem abaixo de US$ 35 bilhões (R$ 180,6 bilhões). Acima disso, pode haver impacto relevante no caixa. “A gente pode estar diante de um ralo de caixa que prejudique os próximos trimestres”, afirmou.
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Apesar do cenário desafiador, Andrade avalia que o movimento não representa uma deterioração estrutural da empresa. “Entre 9 e 10 analistas consideram que é uma oportunidade de compra e de recuperação”, disse.
Ele lembra que a Meta já enfrentou momentos mais críticos, como em 2018, quando caiu cerca de 35%, e em 2022, quando chegou a recuar 70%, conseguindo posteriormente se recuperar.
No curto prazo, porém, ainda há riscos. Andrade destacou a expectativa de queda no fluxo de caixa. “A projeção é que o fluxo de caixa caia 83%, de US$ 46 bilhões (R$ 237,4 bilhões) para US$ 8 bilhões (R$ 41,3 bilhões)”, afirmou.
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Mesmo assim, a inteligência artificial segue como principal aposta para reverter esse quadro. “Esse investimento em infraestrutura é pontual, mas o fruto vai ser colhido ao longo dos próximos 10 a 20 anos”, disse.
Para o especialista, o avanço da IA deve continuar ampliando a eficiência do negócio. “A tendência é que a eficiência aumente ainda mais com o uso da inteligência artificial”, concluiu.
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