Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Pequim intervém em negócio da Meta e muda rota de startups chinesas de IA
Publicado 27/03/2026 • 19:23 | Atualizado há 3 meses
ALERTA DE MERCADO:
Ibovespa termina no vermelho; dados de emprego e Braskem pressionam a Bolsa
Nike lucra em 2026 e melhora margens no quarto trimestre mesmo com resistência na China
Blue Origin adota plataforma de lançamento redesenhada em sua tentativa de iniciar voos até o final de 2026
Buffett adia doação anual à Fundação Gates enquanto aguarda revisão sobre vínculos com Epstein
Valor das ‘Magnificent 7’ encolhe US$ 2,3 trilhões em meio a temores com gastos em IA, mas setor de chips cresce
Biotech francesa dispara 30% após mostrar dados positivos sobre novo medicamento para doença autoimune
Publicado 27/03/2026 • 19:23 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A intervenção do governo chinês na venda da startup de inteligência artificial Manus para a Meta alterou o cenário para empresas chinesas que buscavam expansão internacional, colocando em xeque estratégias usadas para atrair capital estrangeiro.
O acordo, fechado no fim do ano passado por cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões), havia sido visto como um marco para o modelo conhecido como “Singapore washing”, no qual companhias transferem operações para Singapura com o objetivo de reduzir pressões regulatórias de Pequim e Washington.
Pouco depois, no entanto, autoridades chinesas iniciaram uma revisão do negócio, investigando possíveis violações relacionadas à exportação de tecnologia e investimentos no exterior, além de impedir que os cofundadores Xiao Hong e Ji Yichao deixassem o país.
Leia também: Meta amplia investimento em data center de IA no Texas para US$ 10 bilhões
A medida gerou forte reação entre fundadores e investidores, que passaram a questionar a eficácia das estruturas offshore diante do aumento da vigilância regulatória.
Para especialistas, o episódio marca uma inflexão relevante. “O caminho seguido pela Manus não deve mais ser adotado”, afirmou Wayne Shiong, investidor de venture capital baseado no Vale do Silício.
Segundo ele, cresce a tendência de empreendedores optarem por fundar empresas fora da China desde o início, evitando mudanças estruturais no meio do crescimento.
Leia também: Meta intensifica uso de ações para reter executivos e correr atrás na IA
A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China tem ampliado a pressão sobre o setor, indo além do acesso a chips avançados e alcançando também o fluxo de talentos e propriedade intelectual.
O advogado Yuan Cao avalia que transferir ativos desenvolvidos na China para estruturas estrangeiras representa um alerta para o governo, que tende a intensificar a fiscalização.
Já o consultor Matthias Hendrichs ressalta que apenas registrar uma empresa fora do país não é suficiente. “É preciso transferir equipes, clientes e até investidores para que a estrutura seja efetiva”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCCenário incerto
O caso também acendeu um sinal de alerta entre investidores que apostavam que estruturas internacionais protegeriam startups da influência chinesa.
Segundo Alex Ma, da Alpha Omega Holdings, as autoridades podem ir além da fachada jurídica e investigar a origem da tecnologia, dos dados e das equipes, mesmo quando a empresa está formalmente sediada no exterior.
Leia também: Meta é condenada a pagar US$ 375 milhões por violar lei de proteção infantil nos EUA
Ainda não está claro quais serão os próximos passos do governo chinês, nem se poderá haver uma revisão ou reversão do negócio com a Meta.
Enquanto isso, a operação seguiu adiante, com mais de 100 funcionários da Manus transferidos para o escritório da Meta em Singapura.
A própria Meta afirmou que a transação cumpre as leis aplicáveis e que espera uma resolução adequada da investigação.
Mesmo para empresas criadas fora da China desde o início, a situação adiciona uma nova camada de incerteza, especialmente em temas como terceirização de atividades para equipes baseadas no país, prática comum entre startups de tecnologia.
Diante desse ambiente, empreendedores avaliam que a clareza regulatória só surge quando casos ganham visibilidade suficiente. “Você nunca sabe até crescer o suficiente”, afirmou Allen Wang, fundador de uma startup de IA em Singapura.
O episódio reforça como a disputa global por liderança em inteligência artificial tem ampliado não apenas a competição tecnológica, mas também os riscos regulatórios para empresas que operam entre diferentes jurisdições.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
2
Cota para elétricos que favorece a BYD expõe contradição do governo com plano de nova indústria
3
Quarta seleção mais valiosa, Alemanha é eliminada da Copa do Mundo
4
Grupo Mateus recebe autuação bilionária da Receita Federal e contesta cobrança
5
Presidente do Paraguai esquece da cúpula do Mercosul e decreta feriado após vitória sobre a Alemanha na Copa do Mundo
“Excelência vai ser o baseline”: executivo da Binder diz que o marketing atual precisa mudar com a IA Agêntica
Blue Origin adota plataforma de lançamento redesenhada em sua tentativa de iniciar voos até o final de 2026