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Após um ano, tarifas de Trump ainda elevam incerteza e apontam virada no comércio global

Publicado 02/04/2026 • 21:25 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Um ano após “Liberation Day”, tarifas seguem gerando incerteza e pressionando mercados e cadeias globais.
  • Investidores passaram a reprecificar riscos, com impacto no dólar e melhor desempenho de ações fora dos EUA.
  • Para gestor, cenário aponta para mudança estrutural rumo a um mundo mais protecionista e multipolar.

Um ano após o chamado “Liberation Day”, as políticas tarifárias dos Estados Unidos continuam moldando o ambiente global, com efeitos que vão desde a reprecificação de ativos até mudanças no comércio internacional, segundo Michael McGowan, head de investimentos da Pathstone.

Para o gestor, o cenário ainda é marcado por forte incerteza, especialmente diante da forma como o governo do presidente Donald Trump tem utilizado tarifas como instrumento de política econômica. “Estamos há um ano nisso e ainda enfrentamos muita incerteza”, afirmou nesta quinta-feira (2), em entrevista à CNBC.

Segundo McGowan, a estratégia atual envolve o uso de tarifas setoriais, como as previstas na Seção 301, com foco em setores específicos da economia americana.

Trump está tentando usar tarifas para proteger a indústria dos Estados Unidos”, disse, destacando que o desfecho dessa política ainda é incerto. “É muito difícil dizer agora como isso vai se desenrolar.”

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Na avaliação do executivo, os mercados passaram a antecipar e precificar melhor os riscos geopolíticos, com impactos visíveis principalmente no dólar.

Os mercados fazem um bom trabalho em antecipar”, afirmou, lembrando que a fraqueza da moeda americana começou antes mesmo do anúncio oficial das tarifas.

Esse movimento também impulsionou o desempenho superior de ações internacionais em relação às americanas, tendência que pode estar sendo revista com a guerra entre EUA e Irã.

Mudança estrutural e mundo multipolar

Para McGowan, o atual cenário representa mais do que um ajuste pontual. “Acho que é uma mudança estrutural”, afirmou, ao citar a transição para um mundo multipolar.

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Ele destaca que bancos centrais vêm reduzindo exposição a ativos em dólar, embora a moeda ainda mantenha forte demanda global.

A incerteza com esta administração não vai desaparecer”, disse, avaliando que esse ambiente deve persistir pelos próximos anos, especialmente no mercado cambial.

Cadeias de suprimento ainda mudam lentamente

Apesar das discussões sobre reorganização produtiva, o gestor avalia que as cadeias de suprimentos ainda não passaram por mudanças profundas.

É muito mais conversa do que ação”, afirmou, ao destacar que o redirecionamento do comércio tem ocorrido de forma indireta.

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Segundo ele, embora as exportações da China tenham diminuído, outros países aumentaram suas vendas aos Estados Unidos – mas, ao mesmo tempo, passaram a importar mais produtos chineses, mantendo o equilíbrio final praticamente inalterado.

Você está apenas encontrando caminhos diferentes para trazer bens para os Estados Unidos”, disse.

Em alguns setores, como o de semicondutores, há avanços mais concretos, mas o processo tende a ser lento e gradual, podendo levar anos para se consolidar.

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