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Nike supera estimativas, mas enfrenta pressão de tarifas e fraqueza na China
Publicado 31/03/2026 • 18:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/03/2026 • 18:57 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Nike superou as expectativas de Wall Street no trimestre, mas os resultados evidenciam um cenário ainda pressionado por tarifas mais altas e desempenho desigual entre regiões, especialmente na China.
Veja como a empresa se saiu no terceiro trimestre fiscal, em comparação com as estimativas de analistas consultados pela LSEG:
• Lucro por ação: 35 centavos vs. 28 centavos esperados
• Receita: US$ 11,28 bilhões (R$ 59,0 bilhões) vs. US$ 11,24 bilhões (R$ 58,8 bilhões) esperados
Os números refletem os esforços de reestruturação liderados pelo CEO Elliott Hill, que há cerca de um ano e meio conduz um processo de recuperação da companhia. Segundo a empresa, a melhora ocorre de forma gradual, diante da complexidade e escala global do negócio.
Na divisão de Grande China, considerada um dos principais pontos de atenção, a receita caiu 7%, para US$ 1,62 bilhão (R$ 8,5 bilhões), ainda que tenha superado as projeções de analistas, que estimavam US$ 1,50 bilhão (R$ 7,8 bilhões).
Já a América do Norte, maior mercado da empresa, apresentou crescimento de 3%, com receita de US$ 5,03 bilhões (R$ 26,3 bilhões), praticamente em linha com a expectativa de US$ 5,04 bilhões (R$ 26,4 bilhões).
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No consolidado, as vendas permaneceram praticamente estáveis em relação ao ano anterior, somando US$ 11,28 bilhões (R$ 59,0 bilhões) no trimestre.
Apesar do desempenho acima das estimativas, a lucratividade foi pressionada. O lucro líquido caiu para US$ 520 milhões (R$ 2,7 bilhões), uma queda de 35% frente aos US$ 794 milhões (R$ 4,2 bilhões) registrados no mesmo período do ano anterior.
A margem bruta também recuou, com queda de 1,3 ponto percentual, para 40,2%, impactada principalmente por tarifas mais elevadas na América do Norte, segundo a empresa.
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A Nike reiterou que o processo de recuperação não será linear, com avanços em algumas áreas e desafios persistentes em outras, o que dificulta a leitura do ritmo de melhora por parte dos investidores.
O cenário externo também adiciona pressão. Além da guerra comercial global, a empresa agora enfrenta os efeitos do conflito no Oriente Médio, que já elevou os preços de energia e pode pressionar o consumo, levando consumidores a reduzirem gastos com itens não essenciais, como roupas e calçados.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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