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Ministro Nunes Marques viajou em voos pagos por advogada ligada ao Master
Publicado 04/04/2026 • 19:26 | Atualizado há 12 horas
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Publicado 04/04/2026 • 19:26 | Atualizado há 12 horas
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Fellipe Sampaio / SCO / STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques utilizou aeronaves privadas custeadas por uma advogada com atuação em processos do Banco Master e também voos pertencentes a um advogado com presença frequente em tribunais superiores. Os casos ocorreram em 2025 e foram revelados pela Folha de S.Paulo, com confirmações do Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC.
Em um dos episódios, Nunes Marques viajou de Brasília a Maceió, em novembro, acompanhado da esposa, em avião pago pela advogada Camilla Ewerton Ramos. Ela atua judicialmente em causas relacionadas ao Banco Master e confirmou ter arcado com os custos do deslocamento para sua festa de aniversário.
A aeronave está vinculada à Prime You, que já teve como sócio Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Embora tenha deixado a sociedade em setembro de 2025, a empresa segue administrando bens do banqueiro.
Camilla é casada com o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e representa o banco em três ações no Superior Tribunal de Justiça.
Procurado, o gabinete do ministro afirmou que a viagem ocorreu a convite da advogada. “No dia 14/11/25, o Ministro Nunes Marques e a esposa viajaram para festa de aniversário de Camila, casada com o desembargador Newton Ramos, que foi colega do Ministro no TRF1. Camila convidou o Ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem”, disse em nota.
Em outro caso, o ministro realizou viagens em aeronaves pertencentes ao advogado Gustavo Severo, que atua em processos no Tribunal Superior Eleitoral e no próprio Supremo. Severo já integrou a defesa do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Embora tenha ligação com o caso, o advogado não participou do julgamento de Castro no TSE, concluído por 5 votos a 2 contra o governador. Nunes Marques integrou a corrente minoritária.
De acordo com registros de voo, os embarques em aeronaves de Severo ocorreram em setembro de 2025, a partir do terminal de aviação executiva de Brasília. Há também registros de entradas do advogado acompanhado de Karson Nunes Marques, filho do ministro.
Procurada, a assessoria do ministro afirmou que não há irregularidade nas viagens nem na atuação do magistrado.
“O Ministro Nunes Marques se declara suspeito nos casos de Gustavo Severo, nos termos da legislação vigente, por ser amigo pessoal do advogado, o que é de conhecimento público. A suspeição foi registrada na Secretaria do Tribunal em data muito anterior aos voos, e os casos nem chegam a ser remetidos ao gabinete. A afirmação de suspeição de forma transparente protege a honra do Judiciário e assegura o direito de convivência do magistrado em sua vida privada”, afirma o gabinete do ministro.
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