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BYD volta à lista suja do trabalho escravo em novo revés da gestão de Alexandre Baldy

Publicado 07/04/2026 • 10:51 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • BYD é incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo após resgate de 224 trabalhadores chineses em fábrica de Camaçari
  • Fiscalização do MTE rejeitou argumento de terceirização e apontou vínculo empregatício direto da montadora com os resgatados
  • Contratos previam jornada de até 70 horas semanais e alojamentos tinham um banheiro para cada 31 trabalhadores

A montadora chinesa BYD foi incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo do governo federal na atualização divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A empresa, liderada no Brasil pelo Vice-Presidente Sênior Alexandre Baldy, foi responsabilizada pela submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia.

A operação de fiscalização foi realizada por uma força-tarefa em dezembro de 2024, conduzida por uma força-tarefa. Na primeira etapa, foram resgatados 163 trabalhadores, todos de nacionalidade chinesa. Com o avanço das apurações, o número total chegou a 224.

Procurada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a BYD não respondeu aos pedidos de posicionamento até o momento.

Foto: Ministério do Trabalho e Emprego
Instalações e alojamentos precários da BYD na fábrica de Camaçari – BA Foto: MTE

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MTE rejeita argumento de terceirização

À época, a BYD alegou que os trabalhadores eram vinculados a uma empresa terceirizada e, portanto, não estariam sob sua responsabilidade direta. Os auditores fiscais do Ministério do Trabalho não acataram o argumento.

A fiscalização concluiu que a montadora atuava como empregadora direta dos trabalhadores resgatados, reconhecendo a existência de vínculo empregatício com a companhia.

Os contratos analisados pela fiscalização previam jornada de dez horas diárias, seis dias por semana, com possibilidade de extensão. O modelo levaria a semanas de trabalho entre 60 e 70 horas, muito acima do limite legal de 44 horas estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Trabalhadores da BYD em condições análogas à escravidão
Foto: Ministério do Trabalho e Emprego
Trabalhadores da BYD em condições análogas à escravidão durante a construção da fábrica de Camaçari – Bahia

Condições degradantes nos alojamentos da BYD Bahia

Além da jornada excessiva, os fiscais constataram condições degradantes nos alojamentos onde os trabalhadores viviam. Um dos locais contava com apenas um vaso sanitário para 31 pessoas. Muitos dormiam sem colchões e não havia armários disponíveis, fazendo com que alimentos se misturassem a roupas e pertences pessoais em um ambiente considerado insalubre pela fiscalização.

A BYD declarou anteriormente manter “compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas, pautando suas atividades pelo respeito à legislação brasileira e às normas internacionais de proteção ao trabalho.” A montadora não respondeu aos questionamentos feitos pela imprensa até o fechamento desta reportagem. O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC também entrou em contato com a assessoria da empresa e aguarda retorno.

O que é a Lista Suja

🔍 A Lista Suja é o cadastro oficial do governo federal com os nomes de empregadores flagrados mantendo pessoas em condições análogas à escravidão. Atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho, existe desde novembro de 2003 e é considerada pela ONU um dos instrumentos mais relevantes de combate ao trabalho escravo no mundo. Para entrar na lista, o empregador precisa ter passado por fiscalização, autuação e processo administrativo completo, com direito a defesa em duas instâncias. O nome permanece no cadastro por no mínimo dois anos. Bancos e grandes compradores de commodities usam a relação como critério para restringir crédito e romper contratos.

Com a atualização desta segunda-feira, a lista chega a 613 empregadores. Entre os 169 novos nomes incluídos está também o cantor Amado Batista, autuado em duas fiscalizações realizadas em 2024 no estado de Goiás, em atividades ligadas ao cultivo de milho. Ao todo, 14 trabalhadores foram resgatados nas duas operações.

Trabalhadores da BYD em condições análogas à escravidão
Foto: Ministério do Trabalho e Emprego
Trabalhadores da BYD em condições análogas à escravidão durante a construção da fábrica de Camaçari – Bahia
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