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Publicado 07/04/2026 • 13:06 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
I.A. promete produtividade, mas pode estar deixando trabalhadores mais cansados; entenda
Empresas têm apostado na I.A. como ferramenta para aumentar a eficiência, acelerar processos e melhorar resultados.
O avanço da tecnologia, no entanto, também tem ampliado a pressão para que profissionais incorporem essas ferramentas à rotina de trabalho.
Segundo reportagem da CNBC, uma pesquisa da AI Resume Builder realizada em setembro de 2025 com quase 1.300 líderes empresariais aponta que 24% das organizações já exigem o uso de I.A. em todos os cargos.
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Embora a I.A. possa economizar tempo em tarefas operacionais, isso não significa necessariamente menos trabalho para o profissional.
Segundo um levantamento da Workday, 85% dos trabalhadores disseram poupar entre uma e sete horas por semana com I.A., mas afirmaram perder cerca de 40% desse tempo revisando, corrigindo ou refazendo materiais gerados pelas ferramentas.
Na prática, parte do ganho de velocidade é consumida por atividades de checagem, validação e refinamento.
A reportagem mostra que muitas empresas pressionam pela adoção da I.A. sem oferecer treinamento suficiente ou acesso claro às plataformas disponíveis.
Em pesquisa da consultoria Section, 74% dos executivos disseram estar animados com a inteligência artificial, enquanto 68% dos colaboradores individuais relataram ansiedade ou sensação de sobrecarga.
O mesmo levantamento aponta que apenas 27% dos trabalhadores receberam treinamento corporativo em I.A., e só 32% disseram ter clareza sobre quais ferramentas podem usar.
A CNBC também destaca o chamado “AI brain fry”, expressão usada para descrever um tipo de fadiga mental ligado ao uso frequente e intenso de inteligência artificial no trabalho.
De acordo com estudo da Boston Consulting Group, tarefas com alto nível de supervisão de I.A. exigem 14% mais esforço mental e elevam a fadiga mental em 12%.
O estudo ainda indica que profissionais que usam três ou mais agentes de I.A. têm maior probabilidade de sofrer efeitos negativos, como confusão mental e sobrecarga.
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A CNBC cita ainda uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley segundo a qual trabalhadores que usam I.A. passaram a concluir tarefas mais rapidamente, assumir uma variedade maior de atividades e até estender a jornada de trabalho, muitas vezes sem orientação direta para isso.
O resultado é que a tecnologia pode acelerar o ritmo das entregas sem necessariamente aliviar a rotina.
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