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China e Rússia vetam resolução do Conselho de Segurança para desbloquear Estreito de Ormuz

Publicado 07/04/2026 • 17:03 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A Rússia e a China vetaram nesta terça-feira (7), uma resolução do Conselho de Segurança da ONU destinada a reabrir o Estreito de Ormuz, que havia sido repetidamente enfraquecida na esperança de que esses dois países se abstivessem.
  • A votação por um placar de 11 a 2, com duas abstenções do Paquistão e da Colômbia, ocorreu poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma ameaça sem precedentes de que "toda uma civilização morrerá esta noite" se o Irã não abrir a via navegável estratégica e fizer um acordo antes de seu prazo das 21h (de Brasília).

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A Rússia e a China vetaram nesta terça-feira (7), uma resolução do Conselho de Segurança da ONU destinada a reabrir o Estreito de Ormuz, que havia sido repetidamente enfraquecida na esperança de que esses dois países se abstivessem.

A votação por um placar de 11 a 2, com duas abstenções do Paquistão e da Colômbia, ocorreu poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma ameaça sem precedentes de que “toda uma civilização morrerá esta noite” se o Irã não abrir a via navegável estratégica e fizer um acordo antes de seu prazo das 21h (de Brasília).

Rússia e China defenderam fortemente sua oposição, ambas citando diretamente a ameaça mais recente e perigosa de Trump de acabar com a civilização do Irã como confirmação de que a proposta daria aos EUA e a Israel “carta branca para agressões contínuas”, como colocou o enviado russo Vassily Nebenzia.

Após os vetos, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, convocou as nações responsáveis a se juntarem a Washington na segurança do estreito.

“Convocamos nações responsáveis a se juntarem a nós na segurança do Estreito de Ormuz, protegendo-o e garantindo que permaneça aberto ao comércio legal, bens humanitários e ao livre movimento de bens mundiais”, disse Waltz.

Já o enviado iraniano afirmou que Teerã tomará medidas “imediatas e proporcionais” se Trump seguir adiante com as ameaças.

Em paralelo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, frisou que o governo está ciente dos altos preços da gasolina que os canadenses estão enfrentando e, em meio à incerteza sobre quanto tempo a guerra no Irã pode persistir, ele está “analisando” maneiras de ajudar, segundo a Bloomberg.

Carney fez o comentário em resposta a uma pergunta sobre o que ele diria para a população enfrentando preços próximos a 2 dólares canadenses por litro na bomba.

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